“O grande desafio que temos agora é o de continuarmos a trabalhar e a formar quadros políticos para o futuro do nosso Partido e para o futuro da Madeira” assumiu, esta manhã, o presidente do PSD/M, Miguel Albuquerque, na abertura do 25º Congresso Regional da JSD/M que hoje decorre no Museu de Electricidade da Madeira, numa ocasião em que fez questão de apelar a que os jovens não tenham medo de lutar e de arriscar em nome do futuro, tal como o PSD/M não teve medo de arriscar, ao longo destes últimos cinquenta anos.
Aliás, frisou, a área da Educação e os investimentos que nela foram assumidos, nomeadamente a partir de 2015 e através da implementação das novas Tecnologias, das Salas do Futuro, dos Manuais Digitais e da Robótica nas Escolas da Região – entre muitas outras medidas – são, em seu entender, o exemplo de que o PSD/M, na governação, não teve medo de arriscar e de assumir o seu papel reformista, com “resultados positivos que estão à vista de todos, com a Madeira a ter o ensino mais avançado do País, a ter estabilidade e consistência nas Escolas, assim como alunos que são reconhecidos e que se destacam perante os estudantes do continente português”, refere um comunicado.
“A grande ferramenta de uma sociedade é a qualificação das pessoas e a afirmação da Madeira exige e passa por termos uma população cada vez mais qualificada”, disse a este propósito, assumindo que o investimento na Educação é para continuar e que, a par desta área, o reforço da oferta de Habitação, o desenvolvimento económico e o emprego qualificado são desafios que o Governo se propõe continuar a cumprir para beneficiar também os mais jovens.
Miguel Albuquerque disse ainda ser fundamental ter memória histórica e saber olhar para o passado – lembrando, a este nível, as onze vitórias que o PSD/M alcançou desde 2019, contando, naturalmente, com o apoio da JSD/M e o facto destas vitórias surgirem num quadro de liderança política com quase cinquenta anos – mas que, do ponto de vista da acção política, impõe-se olhar para o futuro, futuro esse que deve passar pela quarta geração de Social-democratas, representada neste Congresso.
“O nosso Partido tem uma identidade muito forte que assenta em valores que nunca mudamos e, nestes, esteve sempre presente a auscultação à JSD/M”, reforçou.
“A nossa responsabilidade é a de preparar quadros e soluções de futuro, entendendo que a JSD não é nem pode ser apenas o braço armado do partido, mas, sim, a sua consciência crítica” afirmou, por seu turno, o presidente da JSD/Madeira, Bruno Melim, na abertura do 25º Congresso Regional da JSD/M que hoje decorre no Museu de Electricidade da Madeira. Momento em que, reforçando o compromisso da estrutura que lidera com o aprofundamento da autonomia, fez questão de vincar que é fundamental que os jovens continuem a participar ativamente na evolução política, social e económica da Região, havendo, para esse efeito, que criar espaço e oportunidades de realização.
Formar quadros, preparar os jovens e garantir que o PSD/M continue a liderar a Madeira no futuro são, assim, prioridades que o Líder da JSD/M considera fundamentais, ainda que reconhecendo que nem sempre seja fácil manter esta dinâmica e conseguir corresponder às necessidades e expetativas dos mais Jovens, tanto mais num País que falhou com a juventude durante a vigência do PS no poder. Nesta medida, ainda se torna mais premente o papel da Social-democracia para reverter esta situação, frisou.
Bruno Melim que, reconhecendo o trabalho que foi levado a cabo por todos aqueles que hoje cessam funções, assumiu, ainda, que o mandato que ora termina “foi particularmente exigente”, num tempo em que andar de campanha em campanha foi palavra de ordem e durante o qual nem sempre foi fácil manter o rumo traçado. “Nem sempre foi fácil nem pacífico, mas são estas grandes lutas que formam os políticos de hoje e os líderes de amanhã”, disse. ”
Garantindo que a JSD/M é e tem sido a força motriz do Partido e da transformação levada a cabo na Região ao longo das últimas décadas, o presidente da Comissão Organizadora do 25º Congresso Regional da JSD/M, Francisco Gonçalves – a quem coube a primeira intervenção da cerimónia de abertura do evento – deixou claro que é fundamental manter o rumo que tem vindo a ser seguido, ainda que garantindo que esse rumo integre novas ideias, novas soluções e novas perspetivas para superar os desafios.
Aliás, frisou, desafiar o presente e criar o futuro – precisamente o lema deste Congresso – “é questionar se estamos a fazer o suficiente pelos nossos jovens, é desafiarmo-nos a nós próprios, é trazer ideias novas mesmo que essas ideias incomodem e é continuar a desenhar o futuro com coragem, visão e irreverencia, sabendo juntar a responsabilidade com a paixão”.
Francisco Gonçalves que assumiu acreditar que é possível continuar a fazer da Região um lugar mais justo.
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