Faz 17 anos este mês que estive pela primeira vez na Coreia do Sul, em Busan, a segunda maior cidade do país, e na ilha de Jeju, a bordo do navio da Royal Caribbean – Rhapsody of the Seas, com saída de Xangai. Eram então os primeiros cruzeiros de navios americanos nos mares da China.
Nesse Verão de 2008, a China organizava os Jogos Olímpicos. Mas viagens de cruzeiro onde a permanência nas cidades que o navio escala não dá nem para “cheirar e apalpar” a realidade local são visitas “de médico”.
Tive imensa pena de não incluir então na rota a capital coreana, Seoul, mas nunca excluí dos meus projectos uma visita prolongada.
Essa oportunidade só surgiu agora, numa altura que a idade já pesa. Mas é agora ou nunca: vou satisfazer o meu ego.
Mochila pronta e com a lição bem estudada, estou a caminho para ver o desenvolvimento que os coreanos chamam de “Milagre do Rio Han”. A Coreia passou de um país assolado pela pobreza e eplo conflito para uma das economias mais prósperas da Ásia.
Tenho sempre em mente este slogan que ouvi há muitos anos em São Paulo, Brasil, de um emigrante:- “Se queres ser uma grande Nação investe na Educação”.
Ora, foi este factor que contribuiu para o desenvolvimento da Coreia do Sul preparando a mão de obra para a crescente industrialização.
Superou a pobreza com muito esforço: foram 35 anos de regime autoritário desde a sangrenta guerra que provocou a separação do território que hoje é a Coreia do Norte. Mas verificou-se um milagre económico mundial, uma das grandes histórias de superação e rápida ascensão.
Esta é uma nação com 51,71 milhões de habitantes. Seoul, a capital e região metropolitana, é considerada a segunda mais populosa do mundo, com 25 milhões
de habitantes, logo atrás de Tóquio. A Coreia do Sul conseguiu chegar onde está ,apostando no único recurso que tinha em abundância: o seu próprio povo.
Aos leitores do Funchal Noticias, prometo que tentarei dar-vos em breve um retrato fiel de Seoul. Fiquem atentos.
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