Aprovado o Plano Municipal para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo

A Assembleia Municipal do Funchal aprovou por unanimidade, esta terça-feira, 29 de Abril, o novo Plano Municipal para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (PMPSSA) 2025-2029.  O Plano dá continuidade à Estratégia Municipal iniciada em 2022 pelo actual executivo e que já conta com a maioria das suas acções em curso.

“Com cinco eixos de intervenção e 63 medidas concretas, o plano já tem 54 medidas em fase de execução, iniciadas ao abrigo da actual Estratégia Municipal. Apenas 14% estão por implementar, mas com um horizonte temporal até 2029”, afirmou a vereadora com o pelouro da Área Social, Helena Leal.

A autarca referiu que o Plano visa “organizar, inovar, sistematizar e consolidar o trabalho que tem sido desenvolvido no âmbito da Estratégia Municipal, com três grandes objectivos: prevenir, diminuir os casos de sem-abrigo e compreender melhor o fenómeno, promovendo intervenções mais eficazes”.

Helena Leal frisou o papel central da equipa de rua, criada pelo município e aprovada pela Assembleia Municipal, que actua directamente com as pessoas em situação de sem-abrigo, fazendo sinalizações, encaminhamentos e acompanhamentos. Esta equipa funciona em regime semanal, em articulação com o Serviço Regional de Saúde, entidades sociais e casas de saúde, assegurando respostas rápidas a situações físicas e de saúde mental.

A vereadora recordou que o actual executivo municipal arrancou com as primeiras duas habitações solidárias, uma para homens e outra para mulheres, desenvolveu ações de prevenção e combate ao estigma, com destaque para o projecto educativo nas escolas, que na sua primeira fase já chegou a 1.600 crianças e famílias no concelho. A iniciativa pretende promover a empatia, alertar para os riscos e sensibilizar desde cedo para as causas que levam à exclusão social.

Durante o actual mandato, e no âmbito da Estratégia Municipal, foram retiradas da rua 16 pessoas, que passaram por um processo de avaliação e capacitação, revelou Helena Leal.  A autarca chama atenção que a simples retirada da rua não é suficiente. O objectivo é criar condições sustentadas de reintegração, com alojamento, ocupação profissional e apoio psicológico. Nesse sentido, referiu que o Programa Municipal de Ocupação em Contexto de Trabalho foi ajustado para incluir pessoas em situação de sem-abrigo, proporcionando uma primeira experiência profissional acompanhada, refere um comunicado da CMF.

A vereadora reiterou o compromisso da autarquia com uma resposta humanizada, coordenada e duradoura, reconhecendo que “esta não é uma realidade exclusiva do Funchal, nem da Madeira, mas de todo o país e da Europa”. A abordagem, defende, tem de ser colectiva e participada, envolvendo todos.


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