
Élvio Sousa, do JPP, que hoje ergueu-se a segundo partido do cenário político regional, fez questão de frisar que o Juntos pelo Povo não é um “partido de protesto”, mas sim um partido que quer ser alternativa, e que se perfila para ser capaz de formar governo e ser alternativa.
Agradecendo a todos os madeirenses e porto-santenses, tanto os que votaram no JPP como os que não o fizeram, todos os partidos e em particular o vencedor desta noite eleitoral, Élvio Sousa declarou que o seu partido fez uma campanha “positiva e de propostas” que lhe granjeou esta posição. “Vencemos no nosso reduto de Santa Cruz, ficámos em segundo lugar em seis municípios da RAM, Funchal, Calheta, Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Santana, e São Vicente, e tivemos representatividade em todos os municípios”, disse.
“Deus não põe a esperança nos grandes e poderosos, mas nos pequenos e esperançosos”, disse, afirmando citar o papa Francisco. Situação que, em seu entender, obviamente se aplica bem ao seu partido.
O JPP, disse, é um projecto de futuro. Quis chegar aos 33 mil votos, ficou-se pelos 30 mil, “não ficámos muito longe”.
“Subimos de 9 para 11 deputados”, acrescentou.
Isto vem mostrar que não existe só PSD e PS, acrescentou, mas também “um partido nacional com sede na Madeira, autonomista, e que está a anunciar um mundo novo”.
Dizendo que hoje não adiantaria eventuais entendimentos partidários, Élvio Sousa agradeceu desde a agricultores a enfermeiros e professores, todos os que “confiaram em nós e na nossa campanha”.
Quase bíblico, mencionou que o JPP é mensageiro da “Boa Nova”, e que, “se Deus quiser, seja num governo alternativo ou seja como segunda força política na Madeira, nós não vamos deixar o PSD fazer o que fez até hoje. Vamos intensificar a responsabilidade de fiscalizar o que o PSD vai fazer. Não vão ficar sem vigias. Vamos levantar torres defensivas e de vigia em todos os municípios (…). Aqui vai uma mensagem directa para Miguel Albuquerque: não vai fazer aquilo que fez até hoje”, advertiu.
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