BE contra “irresponsabilidade” de obra na frente-mar de São Vicente

A candidatura do Bloco de Esquerda às próximas eleições legislativas regionais veio insurgir-se contra o que considera ser uma “obra irresponsável” em São Vicente, mais precisamente na frente de mar daquela localidade.
“São Vicente conhece bem a força da natureza, do mar à serra, mas hoje, nesta obra, que vai mar adentro, o Governo Regional, a Câmara Municipal continuam a cometer os mesmos erros do passado”, lamenta o BE. “As consequências desta teimosia, da prepotência de uma governação do quero posso e mando não serão nem para Miguel Albuquerque nem para António Garcês. Serão para as pessoas de São Vicente”, diz o partido.
“Esta obra é um verdadeiro atentado ambiental numa altura em que a ciência nos diz que por força das alterações climáticas o nível da água do mar está a subir e toda a construção no litoral deve ser proibida. O governo regional sabe disso, mas decide ignorar todos estes avisos”, queixam-se os bloquistas.
“Esta obra em cima deste mar revela falta de bom senso para com a segurança dos cidadãos, mas também tremenda irresponsabilidade financeira. É o próprio estudo de impacto ambiental que refere que a obra em betão armado obrigará a custos elevados de manutenção… Todos sabemos dos milhões deitados ao mar na Marina do Lugar de Baixo. Aqui não será diferente porque, como diz a sabedoria popular, o mar toma sempre o seu lugar”, refere a coordenadora do Bloco.
“Para além disso esta construção obrigará à adopção de medidas mitigadoras, de colocação de material no mar o que terá impacto no posicionamento das correntes, no desassoreamento da costa, num mar que é internacionalmente reconhecido como de excelência para a prática desportiva de surf”, aponta.
“Estamos mais uma vez perante uma clara violação da sustentabilidade financeira da Região, mas também do nosso ecossistema. Continuam por cumprir planos de ordenamento da orla costeira, continuam a ser violados planos de ordenamento do território e isto só mudará, esta forma de actuação só mudará, a salvaguarda do iinteresse público só será protegida quando Miguel Albuquerque e o PSD deixarem ser governo na Madeira”, refere uma nota enviada à nossa Redacção.

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