Aprovado, reprovado, agora “suspenso”…e na política?!

Rui Marote
A menção “suspenso” nas pautas dos exames nacionais não é uma nova nota definitiva, mas sim um estado temporário de bloqueio. Surgiu devido a falhas e atrasos na nova plataforma de correção digital, obrigando o Ministério da Educação a validar manualmente milhares de provas.  O Ministério da Educação garantiu que a palavra “suspenso” está a ser substituída pelas notas reais nas pautas das escolas.  As dificuldades ocorreram durante o processo de digitalização e classificação das provas, gerando a necessidade de validação complementar.  Dado que as classificações são essenciais para os prazos de acesso ao ensino superior, as notas têm sido enviadas de forma a não prejudicar as candidaturas dos alunos.
 Estepilha  se esse estado de bloqueio “suspenso” fosse aplicado a três ministérios Educação, Saúde e Administração Interna que costuma ser os maiores ” para raios ” de pressão pública e graves em Portugal, a piada refletia bem o clima  político .
Se o estatuto de “suspenso” saísse das pautas dos exames e fosse aplicado à política, o cenário desses governantes seria complexo.
Ministro da Educação: Estaria “suspenso” até que o sistema informático de correção de exames finalmente funcionasse sem sobressaltos e os professores vissem as suas carreiras descongeladas por completo.
Ministra da Saúde: Ficaria em “avaliação complementar” enquanto as urgências dos hospitais estivessem sob pressão e as escalas de pessoal não ficassem totalmente verdes na pauta.
Ministro da Administração Interna: Aguardaria a validação do júri até conseguir resolver as eternas negociações de subsídios com as forças de segurança (PSP e GNR).
Na vida real, a “cabeça” dos ministros não depende de uma nota de exame, mas sim do escrutínio do Primeiro-Ministro, da oposição no Parlamento e, claro, do voto dos cidadãos.

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