Os deputados do JPP reuniram-se hoje com o Sindicato Democrático dos Professores da Madeira e a secção regional da Associação Nacional dos Professores.
Entre os vários assuntos em debate, estiveram possíveis estratégias de fixação de docentes aos quadros da região, a eliminação de quotas para acesso aos 5º e 6º escalões da carreira, reposição do tempo de serviço na transição entre carreiras, assim como a necessidade da existência de um concurso anual interno, à semelhança do que já existe no continente, refere uma informação do partido.
Outras preocupações relacionam-se com a aplicação de um calendário escolar equiparado para o 1º Ciclo do Ensino Básico e para a Educação de Infância, a possibilidade de mobilidade por doença do continente para a Madeira, possíveis ajudas de custo para os docentes que leccionam em várias escolas, a vinculação dos docentes com três contratos sucessivos e a profissionalização em serviço.
O JPP defende ainda uma revisão global do Estatuto da Carreira Docente que permita corrigir diversas injustiças acumuladas ao longo do tempo e condena as declarações do PSD-M, que responsabiliza os partidos da Oposição quando, em boa verdade, o Governo Regional, nos últimos anos, não iniciou processos negociais para salvaguardar as matérias pendentes e as injustiças patentes na carreira docente. Na realidade, a proposta de orçamento para 2025 previa uma redução de 35%, relativamente a 2024, do valor previsto para a recuperação do tempo de serviço, progressões e valorização do pessoal docente (quadro 15-MPOs de Educação, Saúde e Ação Social, pág. 54 do ORAM).
O JPP acompanha há largos anos as preocupações associadas à Educação e mostra total abertura para, em breve, encontrar soluções eficazes e sustentáveis de forma a devolver a estabilidade a esta classe profissional.
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