Nascer do Sol na baía do Funchal rivalizou com o Pico do Arieiro…

Rui Marote
O repórter fotográfico do FN pensou precisamente isto, hoje, e decidiu colocar em destaque os instantâneos do momento na nossa rubrica “Imagem”. Na realidade, a aurora hoje estava magnífica: às 06h30 da manhã na ponta do cais assistimos a este maravilhoso espectáculo. Não foi preciso subir até ao Pico do Arieiro. Como diz o ditado popular, “se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai até a montanha”…
Foram dez minutos de extasiar o coração: sentir aquilo que os olhos veem e a mente apenas tenta decifrar. Recordámos o chefe escutista, o velho Adelino Rodrigues, o madeirense que em tempos se encontrou com Baden Powell. O mesmo costumava recitar-nos:- “Numa manhã radiosa de sol no cais da cidade do Funchal um barquinho no horizonte…” Músicas do antigo escutismo. Já bastante debilitado, envergava ainda a camisa e o lenço escutista no primeiro jantar que o hotel Orquídea realizou no aniversário do Grupo 88.
Nesta manhã, no Porto do Funchal viam-se dois navios de cruzeiro e no horizonte as ilhas Desertas.
Aos leitores deixamos estas fotos, obtidas através do telemóvel, já que na altura não havia máquina: dez minutos de contemplação da mais pura beleza e tudo desapareceu.
Continuando a vaguear pelo centro, ainda com aquelas imagens na retina, tivemos o prazer de ver que, da véspera, o Funchal se tinha transformado de uma lixeira resultante dos excessos de fim de ano numa casa arrumadinha.
Na nova promenade mesmo em frente a um quiosque uma passageira de um dos barcos atracados deliciava-se também com a paisagem saboreando um café proveniente de uma garrafa térmica que trazia na bolsa. Nada de mal, mas apenas para constatar que hoje o número de passageiros bate recordes anunciados mas os turistas que nos visitam vêm com tudo pago e quando deixam o navio trazem farnel.
Os tripulantes, esses são clientes assíduos do Pingo Doce e da Internet free…

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