Rui Marote
As iluminações do Funchal não deixam de animar a quadra, mas o Funchal Notícias, sem querer desmerecer, também não está de acordo com o impacto de visual do suporte de certas estruturas.
A zona do “calçadão” da Avenida Sá Carneiro está transformada numa espécie de fundeadouro com blocos de cimento, autênticas “poitas para barcos” ostentando ferros e cabos de aço que parecem prever um ciclone. Os jardins recebem cabos de aço (ver fotos) fixados com “camarões”.
Na Rua do Aljube as empresas de montagem resolveram fazer do varandim da Sé os “cabeços” das amarrações dos cabos de aço. Nem as sacadas e cantarias do Banco Santander são poupadas. Verifica-se um autêntico emaranhado de fios nos postos de iluminação pública. Será que ninguém fiscaliza a qualidade e o impacto visual desta apresentação?
Se a escultora Manuela Aranha aparecia hoje a realizar as iluminações de Natal o que não faria com os materiais existentes no mercado!
Antigamente os jornais publicavam os desenhos das iluminações natalícias com largos meses de antecedência. Toda a gente sabia de antemão quais seriam as decorações.
Havia estruturas de ferro que as metalúrgicas realizavam que davam vida aos desenhos da escultora. Não havia então lâmpadas LED: as existentes eram de tipo baioneta e fixadas uma a uma. As estruturas eram pesadíssimas. Hoje uma é muito mais fácil levantar com facilidade as estruturas a fixar.
Manuela Aranha dava sempre um cunho regionalista às iluminações, com figuras do nosso folclore. Mas o passado já lá vai os tempos são outros.
O que interessa é que haja luz amarelo, vermelho ou branco. Alguém já esteve nos mercados de Natal de Berlim ,Praga, Budapeste e até Kiev Ucrânia, vendo o que se apresenta? Uma delicia para os olhos.
Não podemos de deixar de anotar, portanto,, uns reparos de aspectos terceiro mundismo no melhor destino mundial.
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