Museu de Arte Sacra promove palestra sobre dinâmicas de salvaguarda de bens culturais da Igreja

No dia 20 de novembro, às 15 horas, haverá no Museu de Arte Sacra do Funchal, um encontro aberto ao público. O encontro terá duas partes: 1.ª: Dinâmicas de salvaguarda dos bens culturais da igreja;  2.ª Os bens culturais da igreja: entre a experiência e a fé no caminho do encontro com Deus.

Segundo Maria de Fátima Eusébio, a preletora do evento, presidente do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, a salvaguarda do património da Igreja reveste-se de significativas complexidades, decorrentes da sua quantidade e da diversidade de tipologias, com materiais dissemelhantes que exigem ações diferenciadas. Acresce ainda que são vários os agentes que de forma direta ou indireta atuam sobre os bens culturais: párocos, zeladores, mordomos, sacristão, florista, comissões, etc.

Pensar na salvaguarda do património de cada espaço religioso compreende vários campos de ação:  o conhecimento das existências, com um inventário de todos os bens, que deve ser periodicamente revisto e atualizado; a adoção de práticas de conservação preventiva adequadas a cada edifício, ao património integrado e ao património móvel; a realização de restauros qualificados, executados por empresas qualificadas.

O património das nossas igrejas e dos museus de arte sacra tem sido reiteradamente enquadrado essencialmente no seu valor patrimonial e na perspetiva estética, reduzida à sua suposta beleza material e às formas artísticas, descurando-se a compreensão da verdadeira beleza, que é a beleza de Deus, transposta para a materialidade através das mãos do artista. O belo dos espaços e dos objetos não é um fim, mas um caminho de aproximação do homem até Deus. Este é o verdadeiro sentido da arte nas nossas igrejas: elevar o Homem até Deus, tornar visível ao homem o invisível. Neste âmbito, a arte na Igreja é um meio e nunca uma finalidade, não constitui um mero artifício decorativo, é uma expressão de fé, de explanação das Sagradas Escrituras, que nos convida a olhar, a contemplar e a interpretar.

Precisamos resgatar esta relevância do património da Igreja para comunicar Deus à humanidade, pois a contemplação da beleza das formas artísticas deve abrir caminho à assimilação da infinita beleza da Boa Nova, deve ajudar o homem a acreditar e a abrir o seu coração para encontrar Deus.

 

 


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