A CDU veio manifestar hoje total repúdio em face da não concretização do prometido novo regime para o Subsídio Social de Mobilidade e da fraude política dos governantes do PSD/CDS na República e na Região Autónoma da Madeira relativamente a todo este processo.
No decurso das anteriores campanhas eleitorais o PSD e o CDS criticaram o governo PS por não ser capaz de resolver o processo dos custos de mobilidade aérea para os residentes nas regiões insulares.
PSD e CDS prometeram a resolução imediata dos problemas do Subsídio Social de Mobilidade e agora, no Governo, não fazem o que tanto prometeram. Agora, apresentam acertos que não resolvem e nalguns dos casos até poderão agravar dificuldades no acesso ao dito subsídio, dizem os comunistas.
Segundo os mesmos, o modelo é errado por tudo e mais alguma coisa:
- É errado, porque em vez de subsidiar o mercado liberalizado (em 580 milhões de euros em apenas 8 anos) deveria apoiar um serviço público realizado por uma empresa pública (que ficaria muito mais barato).
- É errado porque coloca os utentes a pagar primeiro a viagem e só depois a receber o apoio;
- É errado porque contribui para o aumento geral de preços nas ligações;
- É errado porque coloca uma empresa privada a distribuir 580 milhões de apoios públicos sem as devidas preocupações para impedir o abuso e a fraude (e mesmo depois dos alertas da IGF, nada foi corrigido);
- É errado porque é permeável à fraude.
“Para além de termos um modelo que é errado, a resposta do Governo da República não resolve porque mantém o modelo. Em 8 anos, foram 580 milhões de euros, e, só em 2023, foram 126 milhões do Orçamento de Estado, e a tendência é crescer”, refere uma nota.
Pelo Despacho n.o 7613/2024, de 12 de Julho, foi criado, na República, um grupo de trabalho para avaliar as alterações a introduzir no Subsídio Social de Mobilidade. Esse grupo de trabalho entregou um Relatório Final que terá antecedido as alterações introduzidas pelo Governo da República, através da Portaria n.o 234/2024/1, de 26 de sStembro.
A matéria estudada – a forma como se garante a coesão nacional e o direito à mobilidade das populações insulares – é de uma grande importância para o Estado português e não tem um pequeno impacto financeiro, pois, absorveu 580 milhões de euros do Orçamento de Estado nos últimos 8 anos.
A CDU sempre se opôs ao actual modelo liberalizado, e sempre disse que este seria mais caro para o Estado, e criaria piores condições de acesso ao transporte aéreo para quem vive nas ilhas, como daria menos garantias às populações.
A realidade aí está a demonstrá-lo, afirmam os comunistas. Percebe-se que a cegueira ideológica dos actuais governantes não lhes permite ver que o erro está no modelo adoptado.
Para a CDU, para que o debate seja aprofundado é necessário que o máximo de informação seja pública e possa ser trabalhada por gente mais liberta das amarras ideológicas neoliberais que norteiam os actuais governantes.
Através dos deputados do Grupo Parlamentar do PCP já foi concretizada a iniciativa de questionar o Governo da República sobre esta matéria, designadamente, requerendo que lhe seja facultado o Relatório Final do Grupo de Trabalho supramencionado.
Para a CDU, este será um instrumento de acesso à informação e de esclarecimento das populações sobre as muitas contradições e fraude política a que estão associados os governantes, na República e nesta Região Autónoma, em face do processo do Subsídio Social de Mobilidade.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







