Na oportunidade, Albuquerque afirmou que tem acompanhado o incêndio desde que o mesmo começou, apesar de se encontrar ausente no Porto Santo.
O chefe do executivo constatou que “há três frentes de fogo, e temos 108 operacionais neste momento no terreno, nas zonas críticas”. O que é preciso actualmente, afirmou, é conter a expansão do fogo para “zonas urbanas”.
“Este é um fogo posto, numa zona alta, em mato”, garantiu.
Houve evacuação de populações de certas zonas devido ao fumo, sobretudo pessoas mais idosas e crianças, adiantou. Uma medida de precaução.
Mais 76 elementos de uma força de intervenção deveria chegar por volta da 1 h da manhã, disse.
Justificou-se com “circunstâncias que não controlamos”, como a direcção do vento, para justificar a expansão do fogo.
“Estamos a acompanhar ao minuto e ao segundo a evolução do incêndio através da novas tecnologias”, acrescentou.
Albuquerque afirmou que o fogo começou “numa zona de difícil acesso” da Serra de Água. Questionado pelos jornalista se o fogo não terá sido mais abaixo, e causado por um foguete de festa, disse que “isso compete às autoridades averiguar”. Mas insistiu que em anos anteriores têm havido vários casos de “fogo posto”. Em anos mais recentes o helicóptero tem conseguido fazer cessar o fogo na sua fase inicial, mas “com ventos fortes o helicóptero não podia intervir”.
Confrontado com as críticas à sua ausência até agora, afirmou que tem acompanhado o incêndio desde o início, que o secretário (Pedro Ramos) veio de manhã e comentou: “Não tenho o dom da ubiquidade, não consigo estar em dois lugares ao mesmo tempo”.
“As críticas são feitas por razões demagógicas e políticas”, contra-atacou.
Criticou assim os “habituais e recorrentes falhados políticos” e aqueles que “querem surgir como grandes estadistas” em tempo de crise, para justificar que estas situações “de algum dramatismo” sirvam para fazer “política baixa”.
E minimizou o facto de o Governo ter dito inicialmente que não eram necessários mais meios, para logo a seguir dar o dito por não dito e aceitar ajuda do continente, com a evolução da situação.
Garantiu ter “capacidade de liderança” para gerir este problema do incêndio, que não acontece pela primeira vez, frisou.
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