Estepilha: Taxas? A Madeira é um colosso, está tudo “grosso”…

Foto L. Rocha/arquivo. Nascer do dia no Pico do Areeiro.
Rui Marote
Quem não se recorda desta expressão, quando na via pública um cidadão deambulando perdido devido a embriaguez era chamado à atenção em calão: “Hein! Estás grosso!”
Uma das vezes mais memoráveis em que foi pronunciado e que assistimos foi num congresso do PSD em Coimbra, quando Alberto João Jardim era o presidente do congresso e presidia aos trabalhos.
Após o almoço o congresso prosseguia com poucos militantes na sala. Alberto João para chamar a atenção exclamou zangado: “Isto está tudo grosso são 16 horas! Os trabalhos tinham início marcado para às 15 horas. Vamos prosseguir, esteja quem estiver”.
A 7 Maio de 2022 o Funchal Notícias citava: “Taxas do Cabo Girão aprovadas em Assembleia Municipal foram anuladas por Alberto João Jardim”. O presidente da edilidade camaralobense era Gabriel Gregório Ornelas que levou à Assembleia Municipal a ideia de serem pagas taxas por turistas e residentes no Cabo Girão.
AJJ exclamou: “Enquanto eu for presidente “não há taxas para ninguém” e assim foi até ao dia em que deixou o cargo . Foi o Governo de Miguel Albuquerque  que implantou as taxas que hoje estão a vigorar.
Apesar de tudo, o Estepilha não é contra as taxas. Os nossos vizinhos das Canárias há mais de 40 anos que as aplicam em miradouros. Em Lanzarote, o miradouro El Rio que tem uma vista grandiosa para a Ilha Graciosa, a entrada era 200 pesetas e 20 pesetas para os canários. Os cidadãos naturais das ilhas Canárias têm um cartão de identificação emitido pelo governo das ilhas que permite até as acessibilidades com a Península, pagando de uma só vez, não tendo se deslocar de Herodes para Pilatos. Para os governantes do “rectângulo”, isto é inconstitucional e até hoje as burlas continuam.
Este preâmbulo vem a propósito da taxa de estacionamento a ser implantada no Pico do Arieiro. 4 euros por hora. A senhora secretária já está a contar com o ovo na cloaca da galinha 4,4 milhões de euros. Estepilha: um pequeno euromilhões!!!
Tudo isto se resolve com o secretário do Turismo e Cultura e também da Economia a não ser ouvido nem achado… Caladinho para não fazer ondas. Quem faz barulho de pólvora seca  são os partidos da oposição mas não riscam nada. É tudo farinha do mesmo saco.
Voltamos a repetir  não somos contra as taxas. Temos conhecimento dos quatro cantos do mundo e de como isso se processa.
Vamos falar dos Açores como exemplo: É na Ilha do Pico que está o ponto mais alto de Portugal. Os açorianos têm isso controlado, por dia só podem subir 200 pessoas e não podem circular sem guias.
Se alguém chega ao local de subida e não está munido de bilhete para esse dia e hora, esqueça, vai para trás e volta noutro dia. “Ah! Mas vou embora amanhã”, choram. Tenha paciência, volte para o ano. Tem regras.
Vamos dar outro exemplo não nacional mas internacional: quem visita o Dubai  e quer visitar  o maior prédio do Mundo com 828 metros Burj Khalifa até pode permanecer no Dubai 15 dias e não conseguir subir. Tudo tem de ser programado,  tem regras. Há quem compre o bilhete com dois meses ou mais de antecedência pela Internet, tem hora e dia marcado. Falhou, diz adeus e já não sobe.
O preço é uma nota “preta” a visita panorâmica pode custar de 58 a 89 euros.
Vamos falar do badalado Parque de Estacionamento na Praça do Município: a inquilina do Palácio dos Carvalhais, com o contrato a caducar no próximo ano, já tem o números da rentabilização do parque. Se no Arieiro é quatro euros por hora,  na Praça do Município deve ser 8 euros por hora, com direito a visitar os vestígios arqueológicos. Estepilha!

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