Rui Marote
A situação da Fortaleza de São Tiago, que o FN tem denunciado, vai de mal a pior. Como se não bastasse o seu estado de degradação, agora realizam-se supostas melhorias sem critério. Hoje, pintores raspavam as paredes nos arredores do restaurante. Tirar a caliça e não recuperar as paredes esburacadas é como “lavar o focinho ao porco”.
O forte é pintado em tons diferentes da pintura original, gerando um efeito de autêntico “barquinho de Câmara de Lobos”, com a alteração da cor da parede.
Antigamente predominava a cal e a cor era um amarelo ocre e não o das casas que ficam paredes meias com o forte.
Hoje percorremos outras zonas do Forte, encontrando uma autêntica bagunça. As antigas camaratas servem de armazém, ocupadas com mesas e cadeiras, com a parada a ser ocupada por uma barraca (ver fotos).
A cadeia à entrada que era também porta de armas, hoje é recepção e escritório do restaurante. As grades de ferro, da “porta” desapareceram, assim como o nome “prisão” escrito por cima da cantaria da porta de entrada.
Aos domingos três bandeiras são hasteadas. A de Portugal, a da Região e a da União Europeia. Mas no mesmo local amontoam-se caixotes de lixo e grades com vasilhames. Atrás da muralha, mais um depósito de lixo.
No telhado que faz cobertura ao restaurante, exaustores de cozinha (ver foto) libertam óleos queimados que correm em levada para a zona balnear. A DRAC tem de visitar urgentemente o local e verificar o que atrás descrevemos.
Se o conhecido chefe de cozinha Ljubomir Stanisic e o seu famoso programa na televisão intitulado “Pesadelo de Cozinha” visitasse o forte de certeza que o mesmo encerrava… E mais não dizemos, as fotos falam por si.
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