Rui Marote
O Estepilha está sempre atento às falhas de protocolo em cerimónias oficiais. É normalíssimo na RAM.
Ontem a cerimonia oficial de imposição de condecorações para assinalar o Dia da Região não fugiu à regra.
Lá foi o tempo em que o chefe de protocolo na Quinta Vigia era o AJJ, que tocava estes “instrumentos” todos. Somos testemunha: em jantares oficiais de Primeiros Ministros, Presidente da República, entidades oficiais estrangeiras e outros, era tudo controlado pelo Alberto João. Os convidados chegavam à Quinta Vigia e havia um gráfico da mesa de honra e a posição em que ocupavam.
O saudoso contínuo Pontes alertava o presidente da falta deste ou da esposa daquele que não estava presente. AJJ tinha tudo na cabeça e cima da hora dizia: este passa para a direita, este para a esquerda, ocupa o lugar do não presente. Nunca houve falhas.
Estepilha, agora é tudo improvisado como fosse uma espetada no “Lagar”. Quando o jornalista que assina este Estepilha estudava no Colégio Nuno Álvares “Caroço”, recordo a D.Helena recomendar aos mal-comportados: vai à Casa Figueira e compra o livrinho das boas maneiras…
Ontem a entrega das insígnias foi caricata: não foram impostas, mas simplesmente entregues numa caixa, de mão para mão. Isto é uma “República das bananas”l As condecorações são para ser impostas, as de titulo póstumo e para instituições, essas serão entregues ao representante das mesmas na caixa.
As condecorações ontem dadas aos agraciados foram assim como um presentinho deixado pelo Pai Natal na lareira…
Seguindo o exemplo da dona Helena do Colégio “Caroço”, o Estepilha recomenda a compra do “Livro do Protocolo”, do embaixador José Bouza Serrano.
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