Ao passearmos pela nossa ilha, deparamo-nos com não só com as suas belas paisagens, mas também com os mais variados sons. São estes que a transformam de uma pintura muda para um filme em tempo real, que vivemos todos os dias.
Do detestável alarme ao chilrear dos pássaros pela manhã, da poluição auditiva dos automóveis e os barulhos das multidões aos sons tranquilizadores das ondas do mar. Sejam agradáveis ou desagradáveis, são estes alguns dos sons que completam o panorama auditivo do nosso dia-a-dia.
No entanto, há alturas em que além de todos estes sons habituais, entram também para os nossos ouvidos melodias inesperadas. Músicas que nos poderão ser vagamente familiares, provindas de uma fonte desconhecida. Qual será a sua origem? Ao virarmos a esquina, descobrimos a sua identidade: os músicos de rua, que tocam em espaços públicos, criando música de fundo para quem por eles tiver o prazer de passar, desempenhando mini concertos ao vivo em troca de alguns trocos dos seus mais generosos visitantes.
Um destes músicos, mais precisamente o compositor e intérprete brasileiro Elian Bittencourt, estava hoje no Mercado dos Lavradores a tocar para todos os que por esta área passavam, locais ou turistas.
Compositor desde os 10 anos de idade e reconhecido intérprete de música clássica brasileira, foi reconhecido em cadeias hoteleiras da Ilha da Madeira tais como o Grupo Pestana, Rede Portobay, Quinta Penha França e em diversos restaurantes tradicionais da região, participando em diversos programas de televisão, no canal RTP-Madeira.
Assim, entre as habituais compras no mercado, houve quem também “comprasse” para continuar a ouvir o artista, ao oferecer alguns trocos à sua atuação, assegurando que não terminaria, e que estes sons um músico experiente não se dissipariam entre o barulho monótono das multidões.


Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





