As Jornadas de Engenharia Civil da RAM, um acontecimento organizado pela Ordem dos Engenheiros (secção da Região da Madeira) vão debater este sábado “desafios e soluções”, inclusive para a crise da habitação.
O evento, neste sábado, dia 22 de Junho, no Museu da Imprensa, em Camara de Lobos, reunirã diversas personalidades importantes do sector da engenharia civil do país e da RAM. As jornadas estão abertas ao publico em geral, mas com inscrição obrigatória em Jornadas de Engenharia Civil da RAM.
Na sessão de abertura estarão Miguel Branco, presidente da Região Madeira da OE, Patrícia Serrado, coordenadora do Colégio de Engenharia Civil da RMOE, Humberto Varum, presidente do Conselho Nacional do Colégio de Engenharia Civil, e Pedro Fino, secretário regional do Equipamento e Infraestruturas.
Na abertura das jornadas, destaque para a apresentação de Fernando Santo, ex-bastonário da OE e ex-secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça, sobre uma análise aprofundada de “As causas da crise da habitação e as soluções”, realçando que a crise da habitação é muito mais abrangente e grave do que pode parecer a partir de diversos diagnósticos e do Programa Mais Habitação. Argumenta que estes diagnósticos evidenciam um desconhecimento das causas que nos trouxeram até aqui, refere um comunicado.
Sublinha ainda que a actual crise, apesar de aparentemente menos grave do que as anteriores, é muito mais complexa e reflete a grave crise que o sector da construção enfrenta desde o início da sua destruição em 2010. Este sector, segundo Fernando Santo, foi esquecido e até hostilizado pelo poder político durante anos, sendo associado à especulação imobiliária, corrupção e inoperância perante os desafios da sustentabilidade, e enfatiza que sem projectos e empresas de construção não há obras, e sem reduzir as exigências legais e regulamentares para diminuir os custos, não haverá habitação a preços acessíveis.
No capítulo da reabilitação, Francisco Jesus (Socicorreia) falará sobre o “novo” Museu do Romantismo, e Joaquim Cardoso e José Paulo Costa (STAP), debruçam-se sobre a protecção catódica de armaduras nas cabeceiras do aeroporto internacional da Madeira.
As jornadas de engenharia civil contam ainda com intervenções de Pedro Rodrigues (DRESC) sobre o Hospital Central e Universitário da Madeira e de Fábio Santos (EEM) sobre a remodelação da Central Hidroelétrica da Serra de Água, o maior projeto PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) em curso na RAM.
No retomar dos trabalhos na parte da tarde o foco centra-se na inovação, novas tecnologias e sustentabilidade, com João Gomes Ferreira (Instituto Superior Técnico) a realçar as tecnologias digitais na engenharia civil e Laura Esteves (Teixeira Duarte) a apresentar um trabalho sobre a aplicação prática de novas tecnologias e sustentabilidade.
Já na parte final das jornadas, dedicada aos desafios para a engenharia civil, Bento Aires Presidente da Região Norte da OE, apresenta o Simplex Urbanístico, enquanto Humberto Varum faz uma análise crítica à reabilitação do edificado com foco na atividade regional, devido à limitação de território. Por último. Paulo Lobo (UMa) discute a atração de talentos para a engenharia civil.
Os trabalhos terminam com as conclusões das jornadas de engenharia civil pelo moderador do evento, António Macedo Ferreira, a que se segue um sunset (after party) onde se inclui a transmissão do jogo Turquia/Portugal a contar para a fase de grupos do Europeu de Futebol que decorre na Alemanha.
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