
Hoje, durante a manhã na Assembleia Legislativa da Madeira, foram discutidos os temas da saúde e o turismo no âmbito do ‘Programa de Governo da Região Autónoma da Madeira 2024-2028’ apresentado pelo Governo Regional.
Tiveram principal destaque nesta discussão os assuntos de Saúde Mental bem como as listas de espera, os preços dos medicamentos, o novo hospital, a deslocação de portosantenses para a Madeira para receberem cuidados médicos, bem como o turismo e as suas consequências na região.
Pedro Ramos, secretário regional de Saúde e Proteção Civil, relembrou os progressos no sector da Saúde, afirmando que a Região “deu um salto qualitativo e quantitativo na execução das suas políticas de saúde com extraordinário impacto nos cidadãos na sua saúde e bem estar”.
O deputado do JPP, Carlos Silva, afirmou que o programa é “um conjunto de medidas duplicadas” e que são necessárias medidas mais concretas.
Sara Madalena, do CDS, expôs que todos os cidadãos devem ter um médico de família e questionou como o Governo irá lidar neste programa com o envelhecimento da população e as listas de espera para cirurgias.
Joana Silva, do PSD, defendeu o programa do governo e afirmou que há anos que várias das medidas questionadas já tinham sido implementadas, e que a Madeira foi “pioneira no programa de saúde oral”, palavras que causaram uma comoção na assembleia.
Miguel Castro, do CHEGA, afirmou que mais de 45 mil pessoas aguardam por uma vaga no SESARAM, que houve um aumento de 47% na espera para consultas, aumento de 80% exames de diagnóstico, e questiona a falta dos medicamentos para as doenças crónicas e as listas de espera. Marta Freitas, também do CHEGA, queixou-se da falta de modernização e equipamentos.

Pedro Ramos respondeu a estas alegações ao dizer que a espera pelos medicamentos se deve a serem medicamentos novos que precisam de aprovação e autorização, um processo que demora algum tempo.

Na área do turismo, Eduardo Jesus, Secretário Regional do Turismo e Cultura, destacou na sua intervenção inicial os 36 meses consecutivos de crescimento da economia, o aumento nos setores das indústrias transformadoras, a criação de novas empresas, a subida do consumo privado em 6.4%, e o facto da inflação continuar contida e ter desacelerado em relação ao mês anterior. Mencionou também que o governo regional apoiará o empreendedorismo e que enfatizaria a transição digital dos negócios.
Sancha Campanela criticou a política do Governo Regional, relembrando as promessas sobre os museus que tinham sido propostos anteriormente, como o Museu do Romantismo, que nunca se chegaram a realizar. Afirmou que a cultura foi utilizada como “propaganda”, considerando que a animação turística tomou prioridade sobre a mesma, e que deveria haver menos foco só no turismo e mais nesta área.
Eduardo Jesus contrariou estas críticas ao corrigir estas afirmações e explicitar que no caso dos museus, o número de entradas aumentou em 29%. Afirmou também que só nos primeiros 6 meses deste ano, já houve os mesmos resultados de 2023 inteiro, e que tem havido uma aposta contínua na cultura, e que “os números não mentem”.
Mónica Freitas, do PAN, questionou o secretário regional sobre a taxa turística e a proteção ambiental, enquanto que Miguel Castro, do CHEGA, demonstrou preocupação sobre os efeitos negativos do turismo.
Eduardo Jesus afirmou que “o que este governo não vai seguir é a política do achómetro”, em resposta aos deputados da oposição, seguindo apenas os resultados e números objetivos e concretos do que tem vindo a ser feito na região, realçando a importância da cultura. Explicou ainda que a Madeira tem uma dependência turística no mercado europeu e que têm vindo a ser feitos esforços nesta área para expandir para outros países, como a América e o Canadá.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





