O CD veio apelar hoje, e mais uma vez, à “maturidade, ao diálogo, à negociação e ao consenso mínimo entre todos os deputados e partidos para termos um Governo e um Orçamento aprovados”, dizendo que os madeirenses e porto-santenses “não podem ser prejudicados pelos jogos políticos dos partidos”.
“Os madeirenses votaram e fizeram as suas escolhas em quatro eleições no espaço de oito meses e foram claros quanto ao partido ganhador dessas eleições”, afirmam os centristas.
“A população votou e escolheu e agora compete aos partidos se entenderem sobre o novo Programa do Governo Regional e a aprovação do Orçamento para este ano, cujo atraso está a prejudicar a vida das empresas, cidadãos e famílias da Madeira e do Porto Santo”, reclama o partido.
“O CDS sempre disse responsavelmente, antes e depois das eleições, que a estabilidade política e a governabilidade da Madeira eram a sua prioridade e que devíamos normalizar a vida pública regional. Foi por isso que o CDS chegou a um entendimento com o PSD para viabilizar o Programa de Governo e aprovar um Orçamento, fazendo inscrever nesse Programa, 80 por cento do seu Manifesto Eleitoral, nomeadamente na redução da carga fiscal e na melhoria dos rendimentos das famílias”, justifica.
Por isso apela a todos os deputados e Grupos Parlamentares “para que tenham sentido de responsabilidade e priorizem o interesse regional para que seja possível reduzir os impostos, aumentar os salários, retirar a administração pública da paralisia em que se encontra, desbloquear o aumento e as carreiras dos funcionários públicos, aproveitar ao máximo os fundos europeus e relançar o investimento e as obras públicas, impulsionar a retoma do investimento privado, apoiar mais as instituições de solidariedade social e tomar medidas para combater a pobreza e a exclusão social”.
“A redução de 30 por cento nos escalões do IRS e a diminuição do IVA nos bens essenciais, no valor de 165 milhões de euros, o reforço de quase 50 milhões de euros destinados à melhoria dos rendimentos dos enfermeiros, dos técnicos de saúde, das ajudantes domiciliárias e dos bombeiros, o reforço do investimento na construção de habitações e a continuação da construção do novo Hospital, são algumas das medidas que estão em causa, caso não exista Governo e Orçamento este ano”, aponta o CDS.
“Quem está contra estas medidas está claramente contra a Madeira e os Madeirenses”, afirma.
“Os partidos que se recusarem a dialogar com o Governo estão a hipotecar o futuro da nossa terra e a piorar a vida dos nossos cidadãos”.
Os centristas alertam para que a alternativa mais provável, se não houver aprovação do orçamento, “é voltarmos a ter um Governo de gestão e uma Região sem Orçamento, com as todas as consequências que já se sentem e aquelas que se adivinham na vida da comunidade regional, já referidas”.
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