“Confiança” diz que Câmara do Funchal está “em ponto morto”

A coligação Confiança lamentou hoje o facto de a Câmara Municipal do Funchal estar “absolutamente parada”, no que toca à capacidade de resposta aos problemas que afectam a população. Por isso, dizem, as reuniões públicas registam cada vez mais munícipes a participar.

“Estou aqui novamente. Pela quarta vez. Venho dizer que estou extremamente desapontado com a câmara. Só venho pedir que se faça justiça”, apresentava-se assim, com indisfarçável desespero, ao executivo municipal um dos munícipes que se deslocou aos Paços do Concelho do Funchal para participar na reunião de câmara pública desta quinta-feira, recorda a “Confiança”.

Sendo a última reunião de executivo do mês de Fevereiro, apresentaram-se na Câmara Municipal vários cidadãos que, na ausência de respostas pelos canais tradicionais, agendam audiência para expor os seus assuntos ao órgão colegial composto pelos 11 vereadores, na tentativa de os ver resolvidos.

Apesar do actual executivo, neste mandato, ter alterado a hora da reunião pública para o horário laboral, são cada vez mais as inscrições para tentar chegar à fala com alguém que possa dar solução aos problemas da cidade, sendo crescentes as queixas de ruído, urbanismo, ambiente, fiscalização e mobilidade, apontam os vereadores da “Confiança”.

“O que hoje assistimos na reunião pública foi a absoluta incapacidade de um executivo em dar resposta às necessidades dos cidadãos. Não é aceitável que na presença do avolumar dos problemas, a actual presidente encolha os braços e isente a sua gestão de responsabilidades, colocando os munícipes no caminho de entidades externas como a PSP, PJ, Provedoria da Justiça, autoridade de saúde ou tribunais”, lamentou, a propósito, o vereador Miguel Silva Gouveia.

“É hoje evidente que executivo mantém a câmara em ‘ponto morto’, e, por este andar, a cidade atravessará um penoso calvário até ao final do actual mandato”, vaticina o autarca.

“A Confiança mantém a sua vontade de continuar a defender os munícipes e tudo fazer para que esta Câmara tenha a capacidade para responder aos problemas que afetam a população. Uma cidade tão dinâmica como é o Funchal não pode dar-se ao luxo de estar parada e sem liderança”, criticou.

Na ordem de trabalhos, todos os assuntos foram aprovados por unanimidade, com excepção de uma proposta de alteração contratual¹ do aluguer operacional de viaturas pelo período de 36 meses, que mereceu o voto contra da Confiança. Os vereadores da Confiança consideraram inaceitáveis as justificações apresentadas pelo executivo para que um contrato, firmado em Novembro de 2023, seja incumprido em Fevereiro de 2024, privando a cidade dos veículos necessários ao desenvolvimento de actividade municipal, sem que sejam imputadas responsabilidades à entidade adjudicatária.

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¹ https://www.base.gov.pt/Base4/pt/detalhe/?type=contratos&id=10328229


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