A equipa da coligação “Confiança” veio demarcar-se das recentes atitudes da nova edil da Câmara Municipal do Funchal, após a renúncia do ex-presidente, que “demonstram impreparação e falta de elevação institucional”.
“Os vereadores eleitos pela Confiança repudiam em absoluto as afirmações levianas, insistentemente repetidas por Cristina Pedra que, em desespero de causa, tenta lançar suspeição sobre a idoneidade das pessoas que compunham o executivo no mandato anterior. Vem isto a propósito das declarações públicas da recém presidente, que, na falta de argumentos, acusou com má fé o executivo municipal de 2020 de ter sido suspeito na prática de crimes”, acusa Miguel Silva Gouveia, em nome da “Confiança”.
“Estas afirmações são dolosamente falsas, numa mentira consciente da autarca, repetida após o alerta deixado pelos vereadores da Confiança na última reunião de câmara. Representam ainda uma pérfida falta de cultura democrática, numa altura em que a Confiança tem mantido uma postura responsável, sem embarcar em aproveitamentos políticos do processo judicial em curso e respeitando o princípio da presunção da inocência”, prossegue.
“Estas declarações da autarca, surgem na mesma semana em que afirmou publicamente que “não existe suspeição ou suspeita sobre a CMF”, que foram paulatinamente desmentidas pelo comunicado¹ do DCIAP que refere que “Investiga-se, também, um conjunto de projetos recentemente aprovado na Região Autónoma da Madeira, ligados às áreas do imobiliário e do turismo, que envolvem contratação pública regional e/ou autorizações e pareceres a serem emitidos por entidades regionais e municipais, relativamente aos quais se suspeita de favorecimento dos adjudicatários e concessionários selecionados, de violação de instrumentos legais de ordenamento do território e de regras dos contratos públicos, nalguns casos com o único propósito de mascarar contratações diretas de empresas adjudicatárias”.
“O recurso sistemático à mentira e a necessidade de desferir ataques gratuitos a terceiros, tentando inclusive arrastá-los para problemas que recaem sobre si mesma, evidencia uma impreparação e uma falta de equilíbrio institucional, fundamentais para o desempenho responsável das funções de presidente da autarquia”, acusa ainda Miguel Gouveia.
“A Coligação Confiança reafirma o compromisso com a transparência, a legalidade e o interesse público, e seguirá vigilante em defesa dos interesses dos munícipes do Funchal”, conclui a nota.
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