Foi, primeiro, na qualidade de jornalista e, depois, como colega de profissão que conheci o Dr. Prada. Obrigado pelo incentivo, quer numa quer noutra qualidades.
José Ferreira Prada era um homem frontal. Por vezes agreste na abordagem e na linguagem mas sempre um “Senhor” (Gentleman).
Desde a conversa de café aos atos mais formais, era um regalo falar com ele. Enquanto decano dos advogados madeirenses, tinha todo o tempo do mundo para longas coversas. E tivémos algumas no escritório sobre as arcadas, em frente ao Bazar do Povo.
A última vez que o entrevistei foi há três anos, por ocasião da merecida Insígnia Autonómica de Valor-Cordão que lhe foi atribuída pela Região.
José Prada nasceu em Argoselo, concelho de Vimioso, distrito de Bragança, a 20 de julho de 1936.
Deixou-nos aos 87 anos.
Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, em 1964. Está inscrito na Ordem dos Advogados desde 1967.
Foi na Madeira, terra que escolheu para viver e para abraçar a sua profissão, que exerceu a advocacia.
Só muito recentemente deixou de ir ao escritório e à barra do tribunal. Era combativo nas suas lides.
Como advogado teve vários reconhecimentos públicos, nomeadamente, a medalha de honra da Ordem dos Advogados Portugueses que lhe foi atribuída em maio de 2010. Sete anos depois, em 2017, recebeu a medalha de 50 anos de inscrição na Ordem.
Reconhecido pelos seus pares, José Prada teve a fama (e o proveito) de ser frontal. Foi assim na vida, na advocacia e na política. Teve, no dizer da OA, “mérito e honorabilidade no exercício da advocacia, tendo dado assinalável contributo para a dignificação e prestígio da profissão e pelo seu empenhamento no exercício de funções ao serviço da Ordem”.
Dizia o que tinha a dizer. Enquanto advogado, ao longo da sua vasta carreira, deu um contributo para a dignificação e prestígio da profissão. Esteve sempre na primeira linha de defesa da advocacia e do Estado de Direito.
Foi formador do Conselho Regional da Madeira da Ordem dos Advogados e membro do Conselho Superior quando era bastonário Pires de Lima.
No início da carreira, foi Notário e Conservador do Registo Civil em Santana e, posteriormente, Conservador do Registo Civil e Predial de Santa Cruz.
Nunca abdicou da sua intervenção cívica e política. Aliás, chegou a ser eleito deputado na Assembleia Municipal do Funchal.
Pai de ilustres figuras públicas, José Prada deixa a advocacia e a Região mais pobres.
Aos familiares, as sentidas condolências do Funchal Notícias.
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