PCP: O Orçamento devia defender o SESARAM e “não o negócio da doença”

O PCP realizou hoje contactos com trabalhadores e utentes do Serviço Regional de Saúde, junto ao Hospital Nélio Mendonça. Tudo para “denunciar a intenção do Governo Regional  de desviar para as parcerias com os que lucram com o negócio da doença verbas, que deviam de ser  alocadas ao Serviço Regional de Saúde”.

O  deputado do PCP, Ricardo Lume, disse que “a proposta de Orçamento da Região para 2024 apesar de na sua globalidade apresentar mais verbas para o sector da saúde, a verdade é que existe uma diminuição efectiva de 8% das verbas destinadas ao SESARAM, ou seja, são menos 31 milhões de euros para 2024 do que foi orçamentado em 2023”.

O SESARAM  é quem, na prática, assegura o serviço público de saúde na Região. Se as verbas para o sector da saúde aumentaram na sua globalidade, mas as verbas do SESARAM reduziram 8% isto significa que o Orçamento da Região para 2024 está a alocar mais verba para protocolos  e convenções com os que lucram com  o negócio da doença, referem os comunistas.

Ricardo Lume diz reconhecido o papel insubstituível do Serviço Regional de Saúde como única resposta capaz de garantir o direito à saúde, mas que o Governo Regional “canaliza dinheiro público para engrossar os lucros e o poder dos grupos do sector privado da saúde, desinvestindo no Serviço Regional de Saúde, empurrando os madeirenses e porto-santenses para os que lucram com o negócio da doença”.

Para o PCP, impõe-se canalizar as verbas que querem entregar aos privados para investir no SESARAM, incluindo para valorizar as remunerações e carreiras dos seus profissionais e contratar os que são necessários, assim como garantir os meios indispensáveis para garantir a redução das  listas de espera e a falta de medicamentos.


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