JPP insinua que Calado poderá estar a travar o negócio do LIDL na Madeira

O JPP continua em cima da polémica em volta do licenciamento da cadeia de supermercados Lidl, tendo feito do assunto novamente tema de uma conferência de imprensa hoje na Assembleia Legislativa da Madeira.

Élvio Sousa referiu os “desenvolvimentos” da investigação iniciada pelo Juntos Pelo Povo aos alegados obstáculos criados à implementação do LIDL na Região: “O JPP vem, hoje, informar a verdade aos madeirenses sobre as alegadas dificuldades de implantação da cadeia de supermercados LIDL no Funchal. Estando há três meses num “braço de ferro” em Tribunal para que Pedro Calado esclareça os madeirenses quais as razões objectivas dos empecilhos colocados pela câmara ao investidor, viemos a descobrir que apenas dois de quatro projectos em nome da sociedade LIDL tiveram decisão favorável por parte da câmara. Ou seja, apenas dois de quatro processos do LIDL apresentados foram aprovados pela Câmara Municipal do Funchal”, revelou o dirigente do “Juntos pelo Povo”.

O partido considera tal “um procedimento muito estranho, para quem deseja criar emprego e reduzir o custo de vida aos funchalenses”. Por isso questiona se o edil Pedro Calado estará a travar os negócios do LIDL no Funchal.

Élvio Sousa recordou que “uma decisão judicial de 8 de Novembro, depois da recusa da câmara em facultar aos membros do JPP as peças de todo o processo, acabou por obrigar Pedro Calado a fornecer a documentação. A notificação judicial força o “Município do Funchal [a] entregar o PA (processo administrativo) completo ao Tribunal, devidamente lacrado e com carácter de confidencialidade, organizado cronologicamente e numerado, e num prazo de cinco dias.”

“Esta acção de Pedro Calado está a cheirar a esturro”, prossegue Élvio Sousa, “pois não só recusou entregar as peças para nossa análise como, também, está a alegadamente a travar a implementação de dois dos quatro investimentos do LIDL no Funchal. Chamo a atenção, pois as provas entregues em Tribunal, mostram os pareceres desfavoráveis de dois investimentos e não de apenas um como foi noticiado pela imprensa esta semana” denunciou.

“Recordamos que o plano de negócios do LIDL passa pela instalação de quatro lojas, e não de duas”, alertou o líder do JPP, concluindo, “o LIDL é um retalhista, e necessita de escala e de quatro lojas para racionalizar a sua actividade, ponderar custos, preços e os seus meios de transporte, nomeadamente de transporte marítimo de mercadorias.”


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.