Sindicato acusa SESARAM de discriminar médicos no pagamento de subsídio Covid-19

O Sindicato Médico da Zona Sul (SMZS) veio acusar o SESARAM de discriminar médicos no pagamento de subsídio Covid-19, referindo que teve conhecimento da ausência de pagamento deste subsídio de risco COVID-19 de 2021 a clínicos, na Madeira, que cumpriam os critérios necessários.

Estes critérios, diz o sindicato, encontram-se definidos no Decreto Legislativo Regional n.º 40/2023/M e na Circular Informativa n.º 6 do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), de 21 de Setembro de 2023. No artigo 7.º desta circular, pode ler-se:

«O subsídio de risco associado à pandemia COVID-19 destinado aos trabalhadores que directamente realizaram a prestação de cuidados de saúde a doentes COVID, de forma reiterada e continua, por um período mínimo de 30 dias durante o ano de 2021, foi pago de acordo com as comunicações recebidas dos respectivos dirigentes dos Serviços e confirmadas pela Direcção Clínica, Direcção de Enfermagem e Coordenação do ACES.»

De facto, refere o sindicato, parece ter havido um défice dessas «comunicações», uma vez que vários médicos, que cumpriam os critérios, viram-se subtraídos das listagens e não receberam os pagamentos do subsídio, que decorreram em Setembro de 2023. Constatou-se ainda que não houve qualquer pagamento aos internos de Medicina Geral e Familiar, o que resulta numa clara discriminação, acusa a estrutura sindical..

Face a este equívoco, o Conselho de Administração do SESARAM comunicou que pagaria o subsídio em falta a estes médicos em Outubro, o que não se verificou.

O SMZS vai pedir esclarecimentos ao Conselho de Administração e manifesta a sua solidariedade com os colegas, disponibilizando os seus serviços jurídicos para auxiliar no desbloqueio deste processo, refere uma nota.


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