A polémica demolição das instalações da antiga FAOJ, na Rua 31 de Janeiro, continua a dar que falar. “Será que Albuquerque e Jesus sabem quanto vale o património do século XVIII?”, questionou Élvio Sousa, do JPP, numa acção realizada hoje na Assembleia Legislativa da Madeira.
“Depois do Governo Regional ter lançado, ontem, o livro Quintas (século XIX-1960), e do secretário regional Eduardo Jesus, ter afirmado que esse tipo de imóvel “só existe na Madeira”, a verdade é que o Governo PSD/CDS/PAN, prepara-se para demolir uma das mais interessantes quintas históricas, em bom estado de conservação do Funchal e que só existe na Madeira”, denunciou o líder do partido Juntos Pelo Povo.
O líder parlamentar do JPP apresentou aos órgãos de comunicação presentes, um conjunto de slides evidenciando o projecto que prevê a destruição da Quinta, já noticiada pelo Funchal Notícias.
“Trata-se da antiga residência das irmãs Lagartixas, da família da escritora Maria do Carmo Leite Monteiro Rodrigues (1924-2014) que a doou à Região, e que agora, como se atesta e se prova pela apresentação do projecto pelo Governo Regional da Madeira, será totalmente arrasada para dar lugar à construção de apartamentos, com as verbas do PRR”, critica o JPP.
“Pergunto ao secretário Eduardo Jesus, que já contribuiu para empobrecer os madeirenses, por estarmos a pagar entre 400 e 600 euros por uma viagem entre a Madeira e o continente, e ao presidente do Governo Miguel Albuquerque, se têm a noção de quanto vale este património do século XVIII?” questionou Élvio Sousa.
“É porque estar a usar as verbas da Bazuca, que na Madeira não têm a fiscalização parlamentar, para andar a destruir património secular, e mais grave, em áreas de proteção legal de edifícios históricos classificados, é um “crime de lesa património””, acusou.
“Por esse facto, estranhamos o silêncio da Direcção Regional de Cultura, e da PATRIRAM, entidades a quem já pedimos explicações e solicitámos elementos. Estranhamos, também, que alguns técnicos afectos à coligação PSD/CDS que, em tempos, armaram uma confusão tremenda com uma pequena estatueta em Santo António da Serra (Santa Cruz), agora estejam calados, a pactuar com o “camartelo destruidor””, concluiu o deputado do JPP.
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