Albuquerque anuncia no Dia do “Liceu” a entrada nas escolas da Inteligência Artificial

O “Liceu” viveu hoje um momento significativo no seu percurso centenário ao assinalar o Dia da Escola. Um momento festivo para distinguir, publicamente, os alunos que figuram no quadro de excelência, do 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, no ano letivo de 2024/2025. Mas a data de hoje torna-se também memorável porque assinala os 80 anos da inauguração oficial do novo edifício do Liceu do Funchal.

Foi neste contexto em que o presidente do Governo Regional, que presidiu à cerimónia, anunciou que será introduzida, em 26 escolas da Madeira, a Inteligência Artificial (IA), numa opção inequívoca de enfrentar os desafios atuais da sociedade digital e aferir as repercussões no dia a dia da população. O futuro é extremamente desafiante, salientou Miguel Albuquerque na sua alocução, mas não são desafios catastrofistas mas de lucidez, enfrentados com um forte sentido crítico e ético, sobretudo a partir da escola.

O hastear da Bandeira Verde da Europa (título de Eco-Escola), galardão que distingue as boas práticas ambientais, em nome da sustentabilidade,  marcou o arranque das comemorações, fruto de um trabalho escolar de permanente defesa do ambiente, pela mão de alunos e professores do curso Técnico de Gestão do Ambiente.

Seguiu-se um momento de inauguração de um novo painel, em acrílico, que mostra, para memória futura, os acontecimentos dos últimos anos que marcaram o “Liceu”, nomeadamente a visita à ESJM do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A secretária regional da Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, descerrou este mural que reconta, de forma artística, alguns retalhos históricos e simbólicos mais recentes da instituição.

O Hino da Escola, interpretado sempre com mestria pelo Coro da ESJM, abriu a sessão solene. E assim se deu início a um momento sempre vivido com muita comoção por todos, nomeadamente por quem vê o trabalho discente premiado no quadro de excelência, bem como por aqueles que serviram a instituição e se aposentaram. Uma cerimónia recheada de memórias, distinções e momentos musicais muito intensos e de grande qualidade.

“A escola vale a sobrevivência da humanidade”

A presidente do conselho executivo expressou o seu júbilo e gratidão  pela solenidade do momento e por todos aqueles que nela colaboraram. O aplauso merecido de Ana Isabel Freitas às várias dezenas de alunos que, através da cultura de esforço e de superação de provações, conseguiram obter excelentes resultados académicos, o que também dignifica a instituição.

Para além do reconhecimento pelo serviço prestados pelos vários “players” da escola, Ana Isabel Freitas fechou o seu discurso com um aplauso à escola e à educação, que não passou despercebido, pela forma expressiva e sentida com que o fez. Citando Ruivo, afirmou: “A escola, tal como a conhecemos, é uma invenção recente. Mas não é um bem descartável de uso tópico, a gosto de modas e de incompreensíveis conveniências conjunturais. A escola vale muito mais que tudo isso. Vale por mérito, por serviço ininterruptamente prestado, socialmente avaliado e geracionalmente validado (…). A educação vale muito. Vale pelo menos a sobrevivência da humanidade (…)”.

A homenagem aos professores – Ana Paula Ferreira, Isabel pestana e Jaime Lucas – e aos trabalhadores não docentes – Rita Dória, Gorete Abreu e Joel Barcelos – que se aposentaram foi também outra etapa significativa desta cerimónia pelo brio com que exerceram as suas funções e marcaram também gerações.

Distinção ao mérito dos alunos

A distinção dos melhores alunos do 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade é sempre o momento mais alto da cerimónia, porque é o reconhecimento público da cultura de esforço e da genialidade dos alunos. Os prémios foram entregues aos estudantes pelo Grupo Sousa, Clube Escola “O Liceu”, Grupo Porto Editora, Grupo Leya e Grupo Alberto Oculista. O aluno António Sousa, um dos distinguidos nesta cerimónia, enalteceu as qualidades de uma instituição como o “Liceu” e os momentos marcantes da sua aprendizagem. Com humor, contou experiências, reconheceu dificuldades, mas privilegiou a cultura de humanismo e empatia que se sente nesta escola para superar todos os obstáculos.

A eterna Música

A música, eterna companheira de toda a comunidade educativa, abriu e encerrou a cerimónia, desta feita pela vozes maravilhosas das alunas do “Liceu” através do  Grupo AURA, que voltou a brindar os presentes com um excelente momento musical.

Por fim, o convívio com um Madeira de Honra, no átrio principal da Escola, com partilhas de todos os participantes.

Paralelamente à cerimónia solene, a parte da tarde de hoje dá palco ao desporto, também uma mais-valia histórica da escola com a realização de vários jogos: Jogo de futebol de 11 masculino; Liceu-Francisco Franco, no Campo de Futebol; jogo de voleibol masculino: Liceu-Francisco Franco, no Pavilhão do Funchal; Jogo de voleibol feminino: Liceu -Francisco Franco, no Pavilhão do Funchal e Jogo de futebol de 7 feminino: Liceu- Francisco Franco, no Campo de Futebol. Por fim, a merecida entrega de prémios no Campo de Futebol.

 


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