A Iniciativa Liberal emitiu uma nota, intitulada “A troco de quê?” na qual constata que, já depois de a presente composição da ALRAM ter sido eleita, já depois de o PAN ter negociado com o PSD o acordo de incidência parlamentar, em debate na RTP Madeira, a deputada eleita pelo PAN, omitiu que sabia que o contrato para a concessão do teleférico do Curral das Freiras já estava assinado.
“Reconheceu que o sabia, no início desta semana, depois desse acto se ter tornado do conhecimento público”, aponta a IL.
“Não se pergunta o PAN do comportamento dos seus, agora, “compagnons de route”? Bem sabemos que quem assinou o contrato foi o Presidente do IFCN e não um membro do Governo Regional. Mas alguém tem dúvidas de que Manuel Filipe só assinou, porque para tal foi instruído pela sua tutela?”, questionam os liberais.
“Não se pergunta o PAN se um governo, que se encontra em gestão, pode assinar a concessão do parque de teleféricos? Não se pergunta se o regime de gestão se aplica apenas aos membros do GR ou também aos presidentes dos institutos por eles nomeados? Não se pergunta por que raio é que foram os promotores (Governo Regional) a desenvolver todos os procedimentos administrativos e todos os estudos? E a compra dos terrenos? E das infraestruturas (acessos e estacionamentos; rede de águas, esgotos e energia eléctrica)?”, indigna-se a IL.
E prossegue: “Não se pergunta que raio de utilidade pública há numa expropriação e empreitada de 36 milhões de euros, que se limita a uma contraprestação de pequeno valor? Uns meros 2000€ mensais x 12 meses x 50 +10 anos = 1 440 000€? Uma coisa que tem um valor, hoje de 36 000 000€, vai render, grosso modo, ao fim de 60 anos menos de 1,5 milhões?”
“O mínimo, num regime decente e ignorando o rocambolesco processo de adjudicação de um concurso com este nível de justificada polémica a 4 dias das eleições, é que as coisas fiquem claras – o PAN pode opor-se a este acordo e assumir que, a existir um custo financeiro a pagar pelo recuo em relação ao inacreditável teleférico do Curral, esse é inferior aos prejuízos que causa agora ou causará no futuro. Ou pode apoiar esta solução e defender que este é um custo político do acordo que assinou agora e que trará maravilhosos benefícios para as suas causas no futuro”, aponta a comissão coordenadora da IL.
“O que não devia era poder assobiar para o lado como se não fosse parte da equação”, conclui o comunicado.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






