JPP insiste na divulgação dos acordos políticos que viabilizaram o governo

O JPP veio referir, em comunicado, que, à semelhança do que sucedeu em 2019, cujo acordo político da coligação entre o PSD e o CDS foi tornado público, e aliás divulgado na íntegra na página da Transparência do JPP (https://juntospelopovo.pt/acordos-de-legislatura/), “continuamos a incitar aos partidos envolvidos a divulgar publicamente o acordo. A bem da transparência e da Democracia”.

Para o partido, “com este secretismo, e com as tentativas óbvias de tentar disfarçar que as negociações não ocorreram antes das eleições e directamente com a responsável do PAN, Inês Sousa Real, residente em Lisboa, o PSD, o PAN e o CDS estão a subverter os princípios da Autonomia do Povo da Madeira, e a afundar as raízes da confiança popular”, considera Élvio Sousa.

“Este comportamento primário, de manifesta falta de sentido de governabilidade e de responsabilidade governativa não pode passar em claro”, denuncia.

“Tudo aquilo que vem sendo publicado é matéria filtrada, e o JPP não vai aceitar essa opacidade, nem tão-pouco uma manta de retalhos divulgada na imprensa. O Parlamento e os deputados merecem ser informados e exercer a fiscalização e o escrutínio dos atos da governação”, diz.

“Chega-se ao cúmulo, de haver, sim, um acordo “secreto” de incidência parlamentar que o próprio Parlamento regional desconhece em absoluto. Deste modo, o povo da Madeira e do Porto Santo continua à espera da divulgação integral desse pacto”, aponta o parlamentar. 2

“Se Miguel Albuquerque é democrata, e não vive na sombra, que o divulgue na íntegra, e deixe-se de conversa fiada”, desafia. “Para quem jurou aos Madeirenses demitir-se caso não tivesse maioria absoluta, começa já o mandato a tentar esconder as negociatas feitas nas costas dos madeirenses”.


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