Albuquerque bombardeia socialistas e tece loas à própria governação

foto facebook governo regional

O presidente do Governo Regional discursou hoje no debate do Estado da Região na Assembleia Legislativa da Madeira, sentenciando que “o nosso Povo há muito percebeu que o socialismo significa empobrecimento, propaganda balofa, reverência acéfala a Lisboa, e regressão económica e social”. Ora, insistiu, isso é o contrário do que a RAM precisa, que é, claro, “de um Governo, como o nosso, um Governo activo, credível, coeso e reformista”, e “apoiado numa maioria parlamentar sólida”.

“Este Governo PSD/CDS a que tenho a honra de presidir, é um Governo que governa para todos os cidadãos”, afirmou. E que “não renega o combate político” nem está “vergado às necessidades fictícias do consenso ou preocupado com as modas do politicamente correcto”.

“Nós”, proclamou Albuquerque, “somos a antítese do esquerdismo socialista conservador e imobilista, que não decide, que não faz obra, que não reforma, que não galvaniza nem mobiliza, e que mergulhou Portugal no atoleiro e no empobrecimento”.

Já o governo albuquerquista na Região tem “ambição, força e estratégia”. Tudo em prol do “desenvolvimento da nossa Terra”.

Considerando a oposição “ideologicamente indigente”, e acusando-a de viver numa “bolha de ressentimento”, Miguel Albuquerque disse que esta foi “uma legislatura atípica”, em que se enfrentou “com sucesso a maior crise económica, social e de saúde publica da história da Madeira”.

“Fizemo-lo, com os nossos recursos, contraindo um empréstimo de 458 milhões de Euros, para apoio à saúde, ao social, às empresas e à economia, pois o Governo Nacional Socialista e o Estado, mais uma vez, não foram solidários connosco, estando-se nas “tintas” para o padecimento dos Madeirenses e Porto Santenses em situação de grande vulnerabilidade”, acusou.

“Em Março de 2020, período em que surge a crise sanitária e de saúde pública, a Região crescia há 81 meses consecutivos, a uma taxa média superior à nacional. A pandemia, com a consequente paralisação da economia, levou à contracção de 14% do PIB, o dobro do que sofremos aquando da crise financeira 2009-2012. Mas logo em 2021, em consequência da boa gestão da crise sanitária, dos apoios massivos concedidos, e da mobilização dos agentes económicos e sociais, iniciámos uma recuperação excepcional”.

“Em 2021 recuperamos 8 pontos. E em 2022 atingimos um novo máximo de sempre no PIB na Região, ultrapassando os 5,6 mil milhões de euros. O Turismo, o imobiliário, as novas tecnologias e, em geral, quase todos os sectores da nossa economia, bateram recordes de crescimento em 2022”, declarou.

“Em 2023”, adiantou, “as taxas de crescimento já estão a superar as de 2022, e estimamos que o PIB atinja o valor nunca antes alcançado de 6 mil milhões de euros”.

“O desemprego, por seu turno, baixou 59% em oito anos, tendo atingido em 2023 valores residuais. Hoje, mais 125 mil madeirenses e porto santenses estão empregados e o RSI apresenta o valor mais baixo de sempre. A dívida pública na Região, continuou a baixar, também em 2022, menos de 17 milhões de euros, e hoje, em percentagem de PIB, a Madeira tem uma dívida pública inferior à média europeia, e muito inferior à dívida nacional, respectivamente 88% Madeira, 96% média da União Europeia, 114% Estado Português”, congratulou-se.

Albuquerque afirmou mesmo que foi prosseguida uma política de redução fiscal. “Hoje as empresas, as famílias e os cidadãos pagam muito menos impostos na Madeira, do que acontece no Paraíso Socialista no Continente”, asseverou.

“No Paraíso Socialista no Continente a carga fiscal atingiu um novo máximo de 36,4% PIB, um verdadeiro saque aos cidadãos. Na Madeira, a progressiva redução de impostos devolveu mais de 300 milhões às famílias e empresas, estando-se em 28,1% do PIB”, insistiu.

Albuquerque não teve também problema em elogiar a “estabilidade, a segurança e a concertação social que se vive em sectores cruciais como os transportes, a saúde e a educação, em contraste com a rebaldaria que se vive no País das Maravilhas do Socialismo”.

“Na Madeira, o Governo Regional continua a manter em alta o investimento público, em novas acessibilidades, em novas infraestruturas de saúde, de educação, de habitação e de natureza social. No reforço das estruturas de segurança contra desastres naturais e na modernização do sector energético e ambiental. A tal vilipendiada “política de betão” como afirmam, com desdém, certos irresponsáveis”, criticou.

Acusando os socialistas, de António Costa para baixo, de “trafulhice política”, Albuquerque disse que a grande “Política” é “coragem” e “não a mediocridade do imediato, do comentário reles no Facebook (…).

 


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