Rui Marote
Muitas são as histórias da draga “Baixio”: as avarias, a destruição da plataforma à entrada da Marina que dá apoio ao reabastecimento de gasóleo aos iates e empresas náuticas… Este navio de dragagem está ultrapassadíssimo e a APRAM não possui nenhuma draga. Desde o término da Junta Autónoma de Portos até os nossos dias temos viver com o que temos.
Gruas, máquinas, o guindaste conhecido como “o touro”, batelões, a APRAM cedeu tudo isto e mais o terreno para a construção dos silos à EPAC empresa pública de abastecimento de cereais, à entrada da Pontinha. Mais tarde pagou para demolir e comprar o que tinha dado por 450 contos. E cedeu o terreno para a construção do túnel ao lado.
Agora cede esse espaço à Direcção Regional de Património para instalar a Casa da Música. Durante anos a APRAM foi “casa do tesouro” para empréstimos ao GR. O terreno para a Praça CR7 e Praça do Povo também foram dados sem retornos. Uma autêntica “madrinha dos pobres”…
Este “nariz de cera” já vai longo e o tema é o”Baixio”. Na outra Região autónoma, a dos Açores, em Ponta Delgada efectuou-se a dragagem do porto com uma draga moderna, propriedade da Etermar.
Estepilha: até canhões afundados há muito depositados na enseada do porto voltaram à superfície.
Na altura o Estepilha alertou que a draga da Etermar estava de passagem pelo Funchal com destino a Lisboa e seria uma oportunidade para a utilizar no desassoreamento do porto do Funchal, mas os “velhos do Restelo” fizeram orelhas moucas.
A draga da Etermar está agora em Lisboa. Para efectuar estes serviços neste momento na Madeira custaria imenso. Os custos seriam elevadíssimos. Seriam necessários rebocadores para o transporte da draga para a RAM, mais vistos do Tribunal de Contas, que emperra estes concursos nestes casos de urgência. É como no ditado: Nem o pai morre nem a gente ceia.
Entretanto, a pedra depositada à entrada da marina levará uma eternidade para retirar. Não é para se fazer mas para se ir fazendo…
O balde utilizado é próprio para abrir valas para canalizações. Cada vez que o balde mergulha nas águas traz mais água que inertes enchendo o porão de água que tem de ser constantemente bombada de regresso ao mar.
O braço da máquina instalada no “Baixio”, devido a sua extensão, não suporta um balde maior, que desestabiliza o navio.
Assistir a esta operação é como comer sopa de garfo…
O Estepilha só fala do que sabe. Desde segunda-feira que a draga começou a laborar e só hoje fez a primeira descarga ao largo. Uma operação que se iniciou às 08h30 e só teve regresso ao início da tarde. Um dia perdido.
Estepilha recorda um humorista que contava: uma mãe dá papa a um bebé e pede uma colher maior. Alguém responde: vai ter paciência, não temos. Dê em duas vezes…
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