Produtores de banana em situação aflitiva reúnem na Madalena e colocam em xeque a GESBA

Produtores de banana vivem clima de descontentamento em relação à GESBA. Foto DR

Os produtores de banana reuniram esta tarde, na Madalena do Mar, para discutir a “situação aflitiva” em que se encontram. Há um claro diferendo entre os produtores e a GESBA, que tem causado descontentamento no setor que tende a agravar-se.

Ao FN foi referido que um dos pontos de descontentamento prende-se com a diferença de valor pago ao agricultor e o valor que a banana está à  venda no Continente e Madeira, ou seja, em média, os agricultores recebem 30 e tal cêntimos por quilo enquanto a banana é vendida até 3 euros..

A GESBA tem alegado os elevados custos para pagar um valor reduzido ao produtor. No entanto, os produtores comparam, por exemplo, com Canárias, e revelam que a GESBA gasta o dobro do valor para processar a banana.

Os produtores dizem viver uma situação “aflitiva” porque os custos de produção são elevados, com adubos a duplicar de  preço e a mão de obra reduzida e cara.

Outro aspeto discutido na reunião desta tarde teve a ver com o subsídio de 36 cêntimos por cada quilo de banana atribuído pela GESBA ao produtor, subsídio comunitário. Acontece que o valor médio que a GESBA paga é de 30 cêntimos. Como se há uma tendência para reduzir o valor dos subsídios, caso isso concretize, quer a GESBA quer os produtores poderão entrar em falência, alertam ao FN.

Os produtores de banana consideram ainda urgente colocar nos órgãos de gestão da GESBA elementos dos produtores para a fiscalizar, uma vez que, alegam, tem funcionado como uma espécie de “sociedade secreta”, quando deveria ser gerida com transparência, porque é uma entidade pública.

O seguro atribuído pela GESBA aos agricultores, nas situações de destruição da produção,  esteve também em discussão. Os produtores discordam do facto de a peritagem fazer apenas uma avaliação quantitativa dos estragos, defendendo também a avaliação qualitativa, ou seja, há bananeiras que não caíram ao chão mas a qualidade está em risco, no entanto,  este dado qualitativo não tem sido contabilizado para a cobertura do seguro.

Os produtores de banana garantem que não vão continuar parados e estudam formas de protesto público para defender os seus interesses.

 


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