Lazareto: problemas de circulação vão eternizar-se

Rui Marote
O Largo da Forca, na entrada e saída da Rua do Lazareto, sempre foi e continua a ser um problema para os autocarros, desde o tempo do velho carro do “Negus” à companhia de São Gonçalo e hoje à  Horários do Funchal.
A circulação naquela artéria é como passar num “desfiladeiro” estreito, o que continua a causar problemas ao trânsito.
Os prédios ali existentes foram construídos numa época em que o movimento de veículos era escasso e em que por ali circulavam burros transportando sacas de areia…. À medida que foram surgindo novas construções, as mesmas foram obrigadas a recuar, e hoje a artéria está mais desimpedida  na maior parte da sua extensão.
No entanto, a entrada continuou sem solução, uma vez que dois velhos edifícios resistem ao passar dos tempos, afunilando a entrada e saída para o Largo da Forca.
Nos dias de hoje esses edifícios foram demolidos e surge um novo.
Era altura para que Câmara impusesse  o recuo da nova construção, alinhando pelos novos prédios. Os proprietãrios da nova edificação limitaram-se, como é seu direito, a apresentar projecto na edilidade e Camara autorizar a construção, conforme Edital exposto.
Assim vai continuar pelos séculos dos séculos, mantendo o original, com recanto para nova lixeira e urinol ao ar livre e o trânsito a circular a aguardar à saída ou à entrada.
Será que os arquitectos da Camara fecharam os olhos a um problema que se arrasta a uma centena de anos? Haverá dois pesos e duas medidas? Uns recuam e outros beneficiam?