Presidente revela ao FN: Escola Jaime Moniz estreia manuais digitais em quatro turmas já a partir do próximo ano letivo

Ana Isabel Freitas, ao centro, e a sua equipa preparam a mudança para a transição digital dos manuais.

A Escola Secundária Jaime Moniz é um dos estabelecimentos do ensino secundário que, no próximo ano letivo, vai adotar manuais digitais. A medida incidirá sobre quatro turmas do “Liceu”, duas do curso de Ciências e Tecnologias e duas de Línguas e Humanidades.

Trata-se de um projeto da Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, no qual o Liceu, a par de outras escolas, foi convidado a integrar, segundo revela ao FN a sua presidente, Ana Isabel Freitas.

A Escola Secundária Jaime Moniz alia, assim, a tradição e a inovação, o lema que a caracteriza no seu longo percurso ao serviço do ensino na Madeira. Sendo uma instituição escolar de referência na Região, procura aderir aos desafios emergentes que se colocam à educação, desta feita, substituindo gradualmente o tradicional manual em papel pelo manual digital. Ana Isabel Freitas, presidente do conselho executivo, encara o desafio com abertura, numa perspetiva de que a escola procura estar a par do desafios que a sociedade tem vindo a colocar ao ensino, como forma de preparar cada vez melhor as novas gerações.

 

Um desafio

Em entrevista ao FN, a presidente explicou, com tranquilidade e espontaneidade, o que está a ser preparado: “Este projeto implica que nós tenhamos uma rede capaz, que os alunos fiquem lado a lado, uma questão de organização interna da escola, e, naturalmente vai implicar um desafio para os nossos professores e alunos».

O centenário “Liceu” tem já a máquina a ser preparada para proceder à transição digital dos manuais com a colaboração de uma equipa focada neste desiderato. Segundo nos revelou Ana Isabel Freitas, «são alunos que já foram selecionados e que os pais aceitaram muito bem a perspetiva de ver os filhos com manuais digitais. Todos eles que foram contactados aceitaram sem qualquer problema e agora é acreditar que, de facto, vão fazer aprendizagens de qualidade e que, eventualmente, pelas escolas que já têm tido esse projeto, até a motivação para o estudo pode aumentar».

O desafio coloca-se também aos docentes da instituição, aspeto que não foi descurado. Os docentes que vão lecionar as quatro turmas dos manuais digitais, no “Liceu” já fizeram formação no mês de junho, organizada pela Direção Regional de Educação.

O FN recorda, como dados nacionais, que são cerca de 12 mil os alunos que no próximo ano letivo, no território nacional, vão levar para as salas de aula computador ou tablet em vez dos tradicionais manuais, segundo revelou o Ministério da Educação este mês. No último ano letivo (2021/2022), 24 agrupamentos de escolas tiveram turmas a estudar com manuais digitais, número que cresce agora para 66 agrupamentos.