O PAN aponta que o segundo dia da conferência dos oceanos fica marcada pelos plásticos. Fonte de
Rolph Payet, secretario geral da Convenção de Basileia alertou: “tudo o que está nos rios vai parar aos oceanos, incluindo o lixo que é deitado nas cidades” algo que o PAN Madeira alerta desde há muito – tudo o que está no chão quando chove vai para os cursos de água.
António Guterres, secretário-Geral da ONU, afirmou na sessão de abertura que “Infelizmente tomamos os oceanos como garantia e hoje enfrentamos o que eu chamaria de “emergência nos oceanos”
“Os oceanos estão doentes, o nosso vasto oceano está doente e aproxima-se de nós a formação de uma ilha de lixo no Atlântico”, diz o PAN.
“A defesa do meio ambiente não é de direita nem de esquerda, não é uma moda, mas sim um desígnio de todas as pessoas de bem e socialmente comprometidas com o futuro, com a VIDA dos nossos filhos e netos”, refere Joaquim José Sousa, porta-voz do PAN Madeira.
O PAN pergunta:
- Num mundo em acelerada transição digital porque é que o governo insiste em concursos milionários para fotocópias?
- Porque é que em vez de alocar os fundos do PRR à construção civil o governo regional, não aplica uma parte da verba no apoio à transição energética nas casas dos madeirenses e dos porto-santenses?
O PAN Propõe:
– reduzir até 2030 – 60% do papel utilizado na Administração Pública;
– reduzir até 2030 – 50% das casas e empresas sem saneamento básico;
– ter até 2030 –toda a Frota dos horários do Funchal movida a energias renováveis;
– apostar nos transportes públicos para reduzir o número de carros nas cidades;
– reduzir o consumo de espécies de peixes sobre-exploradas – incluindo o Atum rabilho;
– banir os plásticos de toda a Administração Pública;
– apoiar efectivamente a agricultura biológica;
– não permitir que navios de cruzeiro que não tenham práticas ecológicas aportem na Madeira;
Considera o PAN que é fundamental até 2030:
– que o governo regional e os diferentes municípios implementem uma estratégia local/ regional para que as águas sujas não cheguem aos oceanos sem tratamento adequado;
– que a Madeira e o Porto Santo sejam ilhas verdes – energeticamente autossustentáveis.
Com estas propostas, o PAN sublinha a importância da preservação da biodiversidade e da proteção dos oceanos, pois é preciso ir mais além nas políticas públicas para preservar o oceano da poluição dos plásticos e dos microplásticos (que hoje caem com a neve e com a chuva e estão por todo o lado).
Segundo o Eurostat, cada português produz uma média de 36 kg de plástico por ano, o que representa mais 5 kg do que a média europeia.
“Podemos fazer mais e melhor, mas não com estes políticos de meias medidas e de corta a fita”, critica o PAN.
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