No panorama atual em que vivemos, qualquer manifestação artística, aguça a sensibilidade de uma comunidade, desperta as pessoas para a importância da comunicação e do valorizar a fruição dos trabalhos nascidos, por intermédio, da criatividade dos artistas.
Como sabemos, a arte pode ser representada através de variadíssimas formas, desde a música – nos seus diferentes géneros –, a escultura, a pintura, o cinema, a fotografia, a dança, o teatro, a poesia, entre outras tantas vertentes artísticas. As artes, no seu todo, podem contribuir para o desenvolvimento eclético dos indivíduos, tornando-os mais sensíveis e com capacidade para ver o mundo com outros olhos e assim, contribuírem favoravelmente para uma sociedade mais sustentável.
O ideal, é conseguirmos encontrar no universo da arte um meio propício para comunicarmos as nossas emoções, o nosso pensamento, a nossa cultura, através de valores estéticos, como a beleza, a harmonia, o equilíbrio.
Pode-se entender que os valores estéticos são aqueles que fazem um objeto ser apreciado como uma “obra de arte” pelas diferentes pessoas.
A música, por exemplo, através das suas notas, das suas melodias, da elegância, da composição, da grandeza de execução, pode ter um alto valor estético, transmitindo um sentimento de sublime ao ouvinte. E o que abunda pela nossa região, são mesmo imensas sugestões de diferentes registos – até novas e atrevidas roupagens musicais –, desde a tradicional à contemporânea.
Praticamente, em todos os municípios, existem eventos para o usufruto de todos os que queiram e possam usufruir dos mesmos. Efetivamente, já reentramos no “boom” habitual de atividades artísticas, culturais e de animação, o mais difícil mesmo, é conseguir assistir, à maioria dos eventos que temos à nossa inteira disposição, devido à incontornável sobreposição dos mesmos. Também é curioso verificarmos que algumas das entidades que reclamam da sobreposição de eventos na região, são as que mais ocupam os espaços culturais e espaços alternativos com eventos. É vê-los, semana sim, semana sim senhor, a se vangloriarem com os seus feitos. Alguns dos quais, não passam de meras repetições – mais do mesmo. Com uma fraca adesão ou então às moscas. Pois isto não dá para estar em todo o lado ao mesmo tempo.
Segundo Zygmunt Bauman “Vivermos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar.”, contudo, quero crer que a arte em nós, faz-nos durar, aspirar e confiar melhor no futuro. Principalmente, quando contemplamos um objeto artístico que faz-nos sorrir, inspirar, abrir os olhos e aplaudir. E como as manifestações artísticas são atividades essenciais para a vida em sociedade, criando momentos de comunicação entre o eu e o(s) outro(s), há que se envolver sempre com arte.
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