SANAS dá curso de nadador-salvador gratuito, que o ISN não reconhece

*Com Rui Marote

Pessoas devidamente identificadas e ligadas às actividades náuticas, leitoras do FN, trouxeram ao nosso conhecimento um caso algo caricato e que gera desagrado e constrangimento nos interessados. Trata-se de um curso que o SANAS iniciará em breve a 10 de Maio, para dar formação a nadadores-salvadores, formação essa, ainda por cima, sem quaisquer custos.

O problema da falta de nadadores-salvadores coloca-se todos os anos e é importante, até porque sem eles, as praias da RAM não podem preencher os critérios da Bandeira Azul.

Mas, comenta-se, apesar de o problema não ser novo, “este Verão vai ser mais negro” pois “as variações sobre o tema são muitas, alterações nos exames, exigências sem qualquer pedagogia que as suportem, formadores sem recertificação e escolas sem interesse em formar”, pelo que se chega à óbvia conclusão que o lucro é que conta, não o serviço público”.

“Assim”, critica-se, “mete-se o SANAS à briga e avança com Formação GRATUITA, suportando deslocações, estadias e emolumentos, para que a Região possa assegurar no mínimo os galardões Bandeira Azul. Isto não é um negócio, é sim assumir, mais uma vez, a sua Utilidade Pública”.
Porém, essa Utilidade Pública acaba por ser posta em causa porque o diploma que a Região adaptou/copiou faz com que o curso que a Madeira venha a dar não seja reconhecido pelo Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), o que gera confusão e legítimas preocupações nos que o querem frequentar, e é visto como uma atitude de soberba desrespeitadora da autonomia.
“Na Assembleia Legislativa da Madeira, aquando da discussão para criação desse diploma, mas pretendendo-se com especificidades para a Região e de enquadramento moderno e europeu”, aparentemente um único deputado se posicionou contra esta atitude do ISN, o centrista Lopes da Fonseca, “e mais nada se disse ou se opôs”,
“Fruto desta e de outras menos felizes posições, temos o que temos”, referem os nossos leitores/denunciantes, comentando: “Pelos vistos o que quer transparecer é que os representantes eleitos pelo povo, estavam era fartos de os aturar – leia-se Nadadores Salvadores – nas suas legítimas e responsáveis opiniões”.
No entanto, e perante este cenário contraditório, quem contacto o FN para pôr a nu esta situação deixa o apelo: “Rapazes e raparigas desta terra, façam o curso, valorosos, sem receios, contribuam para a segurança das nossas praias e venham mudar o que precisa ser mudado”.