JPP criticou “atitude prepotente da Secretaria Regional da Educação”

O JPP criticou a “atitude prepotente da Secretaria Regional da Educação”, pela voz do deputado Paulo Alves, numa acção decorrida ontem, junto à escola do Lombo de São João, na Ponta do Sol.

Para o parlamentar, a fusão das escolas é “o primeiro passo para o seu encerramento” e neste momento, todo o processo está a decorrer de forma “unilateral, sem ouvir ou valorizar a opinião da direção da escola, dos professores ou dos sindicatos que os representam, sem ouvir as autarquias locais ou até mesmo os próprios pais”.

“Para a Secretaria de Educação esta escola, com 50 alunos, deverá fechar e os alunos deverão ser transferidos para EB1/PE do Lombo dos Canhas?”, questionou o deputado exigindo ao senhor Secretário que “assuma e esclareça de uma vez por todas as decisões da sua Secretaria”.

Paulo Alves recorda que, com a fusão destas escolas, os pais e alunos ficarão a quilómetros de distância quando “a escola do Lombo de São João tem excelentes condições, inclusive, vêm cá praticar educação física os utentes do CACI da Ponta do Sol bem como aulas de educação física da responsabilidade dos serviços da autarquia local”.

“A Secretaria fala em falta de alunos, mas apenas faz referência aos do 1º ciclo. Não interessa dizer que é aqui nesta escola que se confecciona a alimentação para os 27 utentes do CACI da Ponta do Sol; que nesta escola estão 15 crianças no pré-escolar e frequentam o ensino recorrente 13 alunos, com previsão de serem 20 a 25 no próximo ano letivo. Não interessa à Secretaria dizer que no próximo ano lectivo há uma forte possibilidade de aumentar o número de crianças nesta escola”, referiu.

Paulo Alves destacou que, além do ensino, esta escola tem uma componente social bastante evidente e colabora para a manutenção da economia local: “O seu encerramento irá prejudicar, e muito, o comércio local, logo, as famílias que dependem desse trabalho”.

“Com a fusão destas escolas, há uma reorganização administrativa com sobrecarga de trabalho para o diretor, além da redução do número de docentes e educadores, prejudicando a concretização de projetos educativos”.

“Tudo isto acaba por penalizar o processo de ensino-aprendizagem dos alunos”, concluiu.