A CMF apresentou hoje no Centro Cultural de Belém a candidatura do Funchal a Capital Europeia da Cultura 2027.
O edil Pedro Calado refere que o município procurou valorizar o projecto regional que envolve os 11 municípios da Madeira, partindo de outras regiões ultraperiféricas da Europa, com a intenção de projectar a sua cultura, as suas artes e as suas origens numa dimensão internacional.
“É um projecto ambicioso que tem um plano de actividades que pode começar já em 2022 e se estenderá até 2028. Estamos a falar de uma projecção de seis anos”, referiu, destacando “que se trata de um projeto dinâmico porque inclui não só a caracterização da sua cultura, das suas origens, mas porque tem uma componente de ciência, tecnologia e de informática nova”.
“Estamos a falar na criação até de uma moeda local própria, transacções até em bitcoins. É um projeto cientifico, cultural, dinâmico, arrojado e, isso mesmo, foi nos transmitido pelo júri”, adiantou.
Na opinião de Pedro Calado, esta candidatura tem todo o “potencial” para passar à fase seguinte.
Há 12 cidades portuguesas em concurso: Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Oeiras, Ponta Delgada, Viana do Castelo e Vila Real.
Cada cidade apresentou a sua candidatura, perante um painel de 13 jurados nacionais e internacionais, sendo que a avaliação é baseada no conteúdo e no nível de informação prestados. Os argumentos foram apresentados por Maurício Marques, responsável da Agência Portuguesa Cultura Atlântica, empresa que efectuou o processo de candidatura.
A candidatura do Funchal prevê uma verba de 85 milhões de euros para serem derramados por 139 projetos de 87 parceiros internacionais de 18 países que foram aprovados no âmbito da Open Call Funchal 2027 e cujo financiamento depende da selecção do Funchal à fase seguinte.
O presidente da autarquia explica que este projecto prevê a recuperação de várias infraestruturas no concelho do Funchal ligadas à cultura, nomeadamente o Centro Cultural do Funchal, no antigo edifício do Matadouro, a requalificação urbanística, a rentabilização de edifícios, o trabalho em rede com várias associações e entidades, bem como as ligações com o mundo académico. Pedro Calado considera haver uma boa base de trabalho. “Acho que correu muito bem e estamos com a sensação, pelo menos nesta fase, de dever cumprido”, disse, vincando no entanto, que há candidaturas que estão a ser preparadas há muitos anos, enquanto que o Funchal começou a prepará-la em 2020.
“Fizemos o nosso melhor”, garantiu.
Na próxima sexta-feira, dia 11 de março, será realizada uma reunião e deliberação dos jurados independentes, à porta fechada, sobre as cidades que passarão à selecção final, sendo nesse mesmo dia anunciado, em conferência de imprensa, os resultados finais. O Funchal saberá, nessa altura, se continua na corrida a Capital Europeia da Cultura.
A cidade vencedora recebe um prémio de 1.5 milhões de euros, além de 25 milhões de euros do Orçamento de Estado.
Na apresentação desta candidatura, Pedro Calado fez-se acompanhar de Maurício Marques, responsável pela empresa que efectuou o processo de candidatura, Raquel Brazão, actual diretora do Departamento de Cultura da autarquia e Sandra Nóbrega, responsável pela divisão de cultura da CMF.
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