Herlanda Amado insiste na denúncia das desigualdades territoriais e sociais

A CDU levou hoje a efeito mais uma iniciativa política na freguesia de Santo António, Funchal, para apontar exemplos de injustiças sociais e do agravamento das desigualdades territoriais na cidade.

A deputada municipal, Herlanda Amado insistiu nos compromissos assumidos com as populações aquando das eleições autárquicas realizadas em Setembro. “Desde sempre que a CDU tem sido a força decisiva na reivindicação pelos direitos das populações em todos os planos de intervenção institucional onde tem eleitos”, assegurou.

Ora, aponta, no concelho do Funchal crescem as desigualdades sociais e territoriais. As populações “pensavam que os seus problemas seriam resolvidos depois da “troca de cadeiras” que ocorreu na Câmara Municipal do Funchal. Mas assim não foi e existem exemplos concretos e demasiados flagrantes de que as prioridades da actual coligação PSD-CDS na Câmara Municipal, são em tudo semelhantes às do PS que esteve 8 anos no executivo funchalense”.

Em Santo António, uma das mais freguesias mais populosas do concelho, somam-se os problemas e agravam-se as condições de vida de quem espera há anos por melhores acessos.

“Na Travessa dos Alecrins os problemas relacionados com a falta de acessibilidades ou acessos deficitários provocam graves problemas de segurança e mobilidade das populações que vivem nestes locais. Acessos deficitários e feitos sem qualquer planeamento e sem consideração pelos moradores da Travessa dos Alecrins e da Entrada 27, onde durante anos foram feitos pedidos junto da Câmara Municipal do Funchal e da Junta de Freguesia de Santo António, para que fossem feitas melhorias nos acessos para permitir que as pessoas pudessem circular em segurança, o que não acontece no momento”, referiu.

“Não existiu da parte da Autarquia vontade e sensibilidade política para olhar para os moradores destas zonas esquecidas do concelho, enquanto cidadãos funchalenses de pleno direito que pagam os seus impostos, independentemente do sítio onde vivam e que merecem melhores condições de vida”, acrescenta a deputada comunista.

“Na preparação do próximo Orçamento da Câmara Municipal do Funchal para 2022, voltaremos a apresentar propostas que garantam a melhoria das condições de vida das populações, combatendo a infantilidade disputada entre estes partidos, que olham para o Orçamento como se fosse um jogo de “monopólio”, onde os dados são lançados para ver quantas casas avançam para garantir apenas os seus interesses e não os reais interesses das populações”, acusa.