JPP interroga APRAM sobre o paradeiro do guindaste do Forte do Ilhéu

O JPP continua a questionar a intervenção no Forte Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido por Forte do Ilhéu (século XVII), no Funchal. Numa resposta à Administração dos Portos da Madeira, “que considerou perfeitamente normal o banho artificial de um “creme branco”, a lembrar um “bolo de noiva” sobre a cantaria histórica de um monumento”, o partido considera “óbvio que qualquer pessoa, até menos habilitada na apreciação técnica, considera aqueles trabalhos com uma notória descaracterização de um monumento classificado, um ex-libris à entrada de uma cidade da Expansão Portuguesa”.

“Repare-se que a intervenção não se limitou à colocação de uma argamassa semiescura nas juntas do aparelho pétreo do Forte, mas também por um barramento quase total das cantarias, e uma plantação de camadas artificiais sobre as muralhas na base do imóvel”, refere um comunicado do “Juntos pelo Povo”, assinado pelo líder parlamentar, Élvio Sousa.

“Cremos que até os técnicos credenciados nesta matéria de recuperação do património arquitectónico estão altamente desiludidos com o “abonecamento” do imóvel, um trabalho de duvidosa qualidade e amador, que contrasta, por exemplo, com a recente recuperação do pano de muralhas do Cais da Ponta do Sol”, refere este deputado.

O JPP aponta comi outro bom exemplo “a excelente recuperação do aparelho de pedra do classificado Aqueduto de Machico, uma obra supervisionada pelo experiente arquitecto Victor Mestre”.

“Tendo em vista discutir tecnicamente esta intervenção na sede do órgão de fiscalização governativa, estamos em crer que tanto a senhora presidente da APRAM, como o senhor secretário rregional do Turismo e Cultura estarão disponíveis para esclarecer todas as dúvidas dos deputados do JPP. Quem não deve não teme”, refere Élvio Sousa, referindo-se a uma chamada à Assembleia Legislativa da Madeira.

“Por último, o JPP questiona também a APRAM sobre o paradeiro do guindaste oitocentista, “um outro equipamento de memória singular do património industrial do Funchal, que existia na esplanada do Forte”.