Finanças justifica Maria João Monte no Conselho Directivo do IDR

A Secretaria Regional das Finanças emitiu um comunicado “a propósito das notícias que têm vindo a público sobre as mudanças no Conselho Directivo do Instituto de Desenvolvimento Regional (IDR)”, para esclarecer que o Governo Regional “não abdica de tomar as decisões estratégicas que a cada momento se mostrem mais adequadas para assegurar o regular e eficiente funcionamento dos serviços da Administração Pública Regional”.

Reza a nota de imprensa que o pacote de fundos comunitários disponíveis para a RAM nos próximos anos, onde se inserem o REACT, Plano de Recuperação e Resiliência e o próximo Quadro Financeiro Plurianual, “constituem uma oportunidade única de estímulo ao investimento e ao crescimento da economia, que não pode ser desperdiçada. A utilização de forma eficiente e dentro dos prazos estabelecidos dos fundos europeus não é compatível com atrasos e ineficiências”, sentencia-se.

Ora, a Secretaria Regional das Finanças diz não impor decisões aos organismos tutelados: “toma resoluções políticas e de gestão, assentes exclusivamente em critérios de interesse colectivo, que conduzam ao sustentado desenvolvimento e coesão territorial de toda a RAM”.

É assim que, “com efeitos já ao dia 15 de Novembro, será nomeada a Dra. Maria João Monte para presidir ao Conselho Directivo do IDR, a quem se juntará o Dr. Ricardo Manica para o cargo de vogal, mantendo-se em funções a Dra. Natércia Xavier, vogal que já se encontra a exercer essas funções”, prossegue a nota.

A Secretaria justifica que os ora nomeados “têm provas dadas na área da gestão de fundos, de coordenação de projectos e da gestão da coisa pública, com zelo e responsabilidade”.

A concluir, refere-se ser esperado que “a nova equipa directiva, dinamize a actividade do IDR, promova a articulação com as entidades europeias e nacionais, que incentive a informação útil e atempada aos organismos intermédios e aos beneficiários e, naturalmente, também respeite as orientações da tutela, por forma a que a gestão dos dinheiros comunitários seja eficiente e eficaz, como se espera”.

O comunicado surgiu na sequência de uma notícia do JM que dava conta de que Emília Alves, que até agora presidia ao IDR, não ficara satisfeita com a entrada do novo vogal.


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