PCP diz que hotelaria precisa de salários dignos e de melhores condições

 O PCP realizou hoje, uma acção de contacto com  a população para afirmar a necessidade de valorizar os trabalhadores do sector da hotelaria e similares e os seus salários, e combater a precariedade e os horários desregulados no sector.

 No decurso da iniciativa, o deputado do PCP, Ricardo Lume, disse que os comunistas entendem que  não só é possível como necessário combater a precariedade laboral, valorizar salários, assim como garantir horários de trabalho que sejam compatíveis com a vida pessoal dos trabalhadores do sector da hotelaria e similares.

Ao longo dos últimos meses são várias as notícias que apontam para a falta de trabalhadores no sector da hotelaria e similares, mas é inquietante ver que só nos meses de Agosto e Setembro de 2021, 323 trabalhadores do sector engrossaram o número de desempregados na Região, a sua grande maioria porque viram o seu vinculo de trabalho temporário não ser renovado.

A precariedade laboral é factor de instabilidade na vida dos trabalhadores e é uma das causas que faz com que bons profissionais  do sector procurem outras áreas de trabalho com maior estabilidade, pois muitos estão há mais de 15 anos em situação de precariedade laboral  e sem estabilidade para si e para a sua família, explicam os comunistas.

“A esta realidade ainda se soma os horários desregulados e repartidos que  muitas vezes são incompatíveis com a vida familiar e social e os baixos salários principalmente para os trabalhadores precários e os que desempenham funções fundamentais ao funcionamento  das unidades hoteleiras ou similares, mas que estão em regime de “outsourcing”, refere o PCP.

O aumento salarial não pode ser de apenas 1% como os representantes das entidades patronais defendem. Em media os custos totais com o factor trabalho no sector da hotelaria representa apenas 29% do total dos proveitos no sector,  ou seja não só é possível como necessário garantir uma valorização salarial para o sector que deve de ter como base os 90 euros mensais para cada trabalhador, refere um comunicado do partido

Os trabalhadores da hotelaria não precisam de uma profissão “mais glamorosa e sexy” como referiu recentemente um gestor hoteleiro, mas de um salário suficiente para fazer face às suas necessidades e da sua família, e com horários melhor regulados.


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