Fotos: Rui Marote
O presidente do Governo Regional louvou hoje, na inauguração da nova gare marítima do cais 6 do porto do Funchal, a iniciativa da Administração de Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) pela “conclusão, em tempo recorde, desta obra”.
Recorde-se que esta infraestrutura destina-se a servir o tráfego de passageiros dos navios de cruzeiro que atracam no lado norte do porto.
No edifício ficarão também diversas entidades: a Autoridade Portuária, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Autoridade Tributária e Aduaneira, a GNR e a Polícia Marítima.
O governante entende que se trata de uma obra muito importante para a funcionalidade do porto, e mostrou-se convencido de que foi imprescindível para melhor a qualidade e operacionalidade do mesmo. Miguel Albuquerque disse que o período em que o porto esteve deserto, devido à pandemia da Covid-19, foi aproveitado para reforçar os tetrápodes do porto, “num investimento colossal” de quase 5 milhões de euros, realizado o ano passado. A obra foi financiada pela APRAM. Mais 800 mil euros de investimento garantiram novos cabeços de amarração no molhe.
“Vamos prosseguir com as obras de adaptação do porto. Já iniciámos a primeira fase do concurso dos estudos prévios, já foi adjudicado, para no futuro assegurarmos o prolongamento do porto do Funchal em 400 metros, com protecção da cidade e com a possibilidade de operacionalização do cais 8.
O presidente do GR agradeceu a todos os que trabalham na área portuária “a forma corajosa como atravessámos este período extremamente difícil” da pandemia. Manifestou o seu empenho em “transformar novamente o Funchal no primeiro porto de cruzeiros de Portugal”.
Em 2019, recordou, houve neste porto 589 mil passageiros desembarcados, o que, garantiu, significa para a Madeira uma estimativa de mais 50 milhões de euros com efeitos multiplicadores para a nossa economia.
“Neste momento, o mercado de cruzeiros é imprescindível, fundamental, onde devemos continuar a apostar (…)”, sustentou.
No capítulo da segurança, Albuquerque deixou ainda agradecimentos à Polícia Marítima, ao comandante do porto do Funchal, à GNR, à Alfândega, toda a colaboração para tornar o porto do Funchal num dos mais “eficazes” e “operacionais” de Portugal. Agradeceu, por outro lado, à empresa construtora, que demonstrou “não só grande competência mas também o cumprimento escrupuloso dos prazos, sem obras a mais”.
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