Iates fundeados em grande número por falta de espaço nas marinas

Rui Marote
Mais de 20 iates estão fundeados em frente à Praça do Povo, no Funchal. As marinas estão superlotadas com os iates e embarcações de recreio dos residentes.
Está anunciada para o próximo ano uma remodelação profunda na Marina “velha” nos arredores e na área de restauração. Um segundo projecto esta anunciado para uma segunda fase: fecho da entrada actual, e uma nova abertura, com o prolongamento do famigerado “cais 8”, hoje muralha de proteccão do porto de recreio, novos fingers, desassoreamento e novos acessos. Mas isto leva o seu tempo além do factor “cifrão”. Somos como São Tomé: é ver para acreditar… Entretanto, a saída das embarcações turísticas para o porto de recreio liberta algum espaço.

A marina da Quinta do Lorde e a Marina da Calheta enfermam da mesma doença: superlotadas.
Outra possibilidade é, nas costas do pontão “cais 8”, a construção de fingers para estacionamento de mega iates e outras embarcações de maior dimensão. Muitos dos iates que por aqui passam dão meia volta e procuram outros locais para fundear, como a Baía de Abra. O Porto Santo este ano tem também ao largo mais de uma dezena de iates. A marina desde há muito destruída pelos temporais ao longo dos anos foi reduzindo espaço para quem ali quisesse amarrar.

O marina do Lugar de Baixo chegou a ser a solução prometid,a mas o local desde a primeira hora foi uma péssima escolha e os milhões de euros foram-se por água abaixo. Não vale a pena chorar outra vez pelo em “leite derramado”. Uma outra solução seria a construção de um parqueamento em doca seca nas instalações de São Lázaro, como acontece em marinas em França. Mas não somos técnicos e isto é demasiado complicado para elaborarmos sobre o assunto.
O certo é que urge encontrar soluções…