MPT defende método uniforme de atribuição de mandatos

O MPT veio dizer hoje que defende a utilização do método uniforme para atribuição de mandatos em vez do método de Hondt.

“Constatou-se que com este método uniforme a abstenção diminui o custo dos representantes para o contribuinte. Isto significa que poderá haver uma tendência de alguns eleitores para não irem votar para não gastarem dinheiro do contribuinte em representantes do povo. Este tipo de eleitores não tem interesse pela política, não se informa adequadamente dos assuntos políticos, não fiscaliza o Estado pelo que o seu voto não é racional e, consequentemente e com muita probabilidade, votará contra os interesses do país e da população em geral… pelo que é conveniente que este tipo de eleitores não vote”, postula este partido.

2Pelo contrário, quem investe seu tempo e esforços a se informar sobre política, não deixa de querer influenciar o rumo dessa política. Em face do exposto, o voto uniforme favorece uma Democracia informada”, refere o MPT Madeira. 

“Para além dos partidos terem muito mais interesse em captar votantes, os partidos também terão interesse em fidelizá-los. Atualmente essa fidelização é de três tipos: paixão, crença ou ambição. Aos primeiros, os partidos darão conversa e simpatia; os segundos acreditam no programa do partido e de nada necessitam para além da contribuição para o bem comum; aos terceiros, os partidos darão benesses… e cada vez mais benesses. 

Espera-se que os filiados passionais e crentes, por arrastamento/inveja, ao ficarem indignados por ver o que outros recebem pela sua participação política, passem a ser ambiciosos ou deixem o partido.  Se deixarem o partido, este ficará mais fraco”, refere Valter Rodrigues, Coordenador Regional do MPT. 

O partido preconiza a medida de utilização do método uniforme para atribuição de mandatos:

“1) os partidos políticos serão tentados a incentivar o interesse dos cidadãos na política, e essa participação e fiscalização fará com que o Estado seja melhor gerido;

2) os votos serão de eleitores mais informados pelo que as escolhas políticas serão melhores;

3) os partidos trabalharão em prol da população, mais especificamente em prol do seu nicho social de votantes;

4) os partidos tenderão a afastar os ambiciosos que vêm na política um meio de ascensão social e económica.

Estes efeitos beneficiarão todos!”, conclui este comunicado. 


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