As explorações de aquicultura na Região são intensivas e localizadas na zona costeira tendo impactos negativos na paisagem e no ambiente, defende o MPT, no dia em que se inicia uma conferência europeia sobre o tema, na Região.
O MPT defende que sejam implementadas as medidas tecnológicas propostas no Plano Estratégico para a Aquicultura Portuguesa 2014-2020, que permitirão uma aquicultura sustentável, extensiva e em mar aberto na RAM.
Esse Plano propõe que “as inovações tecnológicas deverão ser privilegiadas, elencando-se, desde já:
· A melhoria da sustentabilidade de acções e programas de produção ao longo de todo o ciclo produtivo, tendo em conta as espécies a cultivar, nomeadamente em mar aberto e o desenvolvimento de sistemas de monitorização ambiental nas zonas de produção;
· Uma maior ênfase em sistemas integrados de produção para melhoria do desempenho ambiental e maior rentabilidade;
· A aposta em sistemas de recirculação, nas culturas em mar aberto, no uso integrado da água, na indução de afloramentos artificiais gerenciadores da cadeia alimentar nos ecossistemas de cultivo e em outras tecnologias emergentes;
· A optimização de protocolos de produção de espécies tradicionais e desenvolvimento de protocolos para novas espécies em maternidade e de métodos de produção biológica, permitindo a diversificação da oferta;”
Estas opções farão com que os efeitos na paisagem e no ambiente sejam menores bem como que o valor nutritivo deste peixe será maior, considera o partido.
“Relembre-se que a aquicultura é uma actividade de futuro que importa nutrir pois uma população mundial crescente necessita de proteína barata, e a produção de carne é muito mais ineficiente e danosa para o ambiente, (quer em termos de espaço quer em termos de produção de gases com efeito de estufa)”, diz esta estrutura política.
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