“Confiança” pretende criar “novas centralidades nas zonas altas”


A candidatura da Coligação Confiança à Câmara Municipal do Funchal promoveu um encontro com a Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas, visando “estabelecer um diálogo sobre os desafios e potencialidades do Município do Funchal do ponto de vista económico”, conforme referiu Amílcar Nunes, candidato a vereador na CMF, com os pelouros do Ordenamento do Território, Planeamento Urbano e Reabilitação Urbana.

Esta visita registou ainda a presença do candidato à Presidência da CMF, Miguel Gouveia, e da candidata a vereadora Sancha de Campanella, que foram recebidos pelo presidente da Delegação Regional da Ordem dos Economistas, Paulo Pereira. A reunião teve como temas principais a acção do Balcão do Investidor da CMF, a modernização administrativa, a desertificação urbana, com especial atenção às zonas altas, e a gentrificação.

Relativamente ao Balcão do Investidor, Amílcar Nunes destaca “a relevância e o sucesso deste projeto da CMF, no apoio aos promotores e no impulso à requalificação dos imóveis. Acreditamos, no entanto, que este instrumento tem potencial para ganhar ainda maior amplitude e relevância no que concerne ao setor imobiliário e requalificação urbana, pelo que um dos nossos grandes focos para o mandato autárquico é o investimento no campo da modernização administrativa, nomeadamente com a implementação de uma plataforma que permita o rastreamento e gestão dos projetos submetidos, de modo a apresentar um processo cada vez mais transparente e otimizado, que salvaguarde todas as partes interessadas.”

Segundo o candidato a vereador da Coligação Confiança, foram também “apresentados indicadores de que, a médio-prazo, as localidades sobranceiras à cidade, se não forem devidamente intervencionadas e beneficiadas, terão uma redução populacional que, consequentemente, poderá deixar o Funchal com um número elevado de imóveis devolutos, em zonas que são fundamentais para a segurança e a ecologia da cidade. A candidatura propõe, deste modo, promover um diagnóstico focado no território sobranceiro à cidade baixa, com o objectivo de implementar intervenções urbanas cirúrgicas, direcionadas ao transporte, saúde, espaço público, educação e cultura, permitindo, deste modo, reavivar, reafirmar e estabelecer outras centralidades, integrando-as numa estrutura de conjunto.”

Finalmente, outro dos temas discutidos foi a gentrificação. “Também de acordo com os indicadores disponíveis, a cidade caminha para um futuro em que o mercado imobiliário só estará acessível à população com maior capacidade económica. Tendo a Região conhecimento de áreas urbanas onde este processo decorre, importa desde já iniciar a discussão e implementação de medidas de regulação do mercado imobiliário, de forma a antecipar e conter esta problemática”, concluiu Amílcar Nunes.