CDU denuncia desinvestimento da CMF nas zonas altas do Funchal

A CDU realizou uma iniciativa política nas zonas altas de Santa Maria Maior, no Funchal, onde Edgar Silva, candidato à presidência da CMF apresentou o problema do agravamento das desigualdades sociais e territoriais.

Com as populações das zonas altas de Santa Maria Maior, dando como um dos exemplos a reivindicada construção de acesso rodoviário entre o Largo do Miranda e o Caminho do Terço, disse Edgar Silva que “já no tempo do PSD à frente da CMF aquela reivindicação se colocava. Com o PS na governação da CMF o problema prolonga-se no tempo, sem resolução. Aliás, ao longo dos últimos anos, as desigualdades sociais e territoriais no Funchal agravaram-se porque tem sido encurtado o investimento público nas zonas, que já eram as mais desfavorecidas”, asseverou.

O comunista sublinhou que “ao longo dos últimos anos a redução do investimento nas zonas altas do Funchal fez aumentar as desigualdades. Por exemplo, enquanto só no ano de 2017 a CMF tinha aprovado 21%  do seu Orçamento em investimento nas zonas altas, ao longo dos últimos quatro anos de mandato do actual Executivo a CMF reduziu o investimento para apenas 4,4% do seu Orçamento. Ou seja, verificou-se uma brutal redução do investimento previsto para as zonas altas, e o resultado deste roubo ao povo das zonas altas foi o aumento das injustiças sociais e territoriais no Funchal”.

De acordo com Edgar Silva, “a diminuição de investimento programado para as zonas altas não só revelam as proporções de um roubo, de uma usurpação de meios financeiros, que por direito deveriam ser canalizados para quem mais precisa de apoios públicos, mas esta situação é também reveladora da diferença que há entre haver ou não haver um vereador da CDU no Executivo da CMF”.

“É que por via da força reivindicativa e da proposta colocada pela CDU em defesa da justiça social e territorial no Funchal, quando em 2017 a CMF aprovou 19 milhões de euros do seu Orçamento para as zonas altas, ou seja 21% do investimento previsto, aí havia o vereador da CDU que fazia toda a diferença”, afirmou. “Quando, para este mandato, a CMF reduziu o investimento de quatro anos para apenas 5 milhões de euros, ou seja, para 4,4%, este prejuízo para as populações das zonas altas aconteceu na medida em que já não havia um vereador da CDU na CMF”.