Estepilha: Sem classe no Clássico!!!

Rui Marote

Ensina-nos o dicionário online Priberam que “clássico” é um adjectivo “de estilo impecável”.  E que “impecável”, por sua vez, tem sinónimos fantásticos, tais como: perfeito, primoroso, infalível, correto, irrepreensível.

Alguns amigos, “aquintrodia”, vieram zurzir ao Estepilha um caricato episódio que teve por cenário um restaurante Clássico, num dos muitos hotéis da nossa praça.

As fontes do Estepilha contam que no concorrido restaurante havia muita gente que se acha “impecável”, que se auto eleva a casta com estatuto social, mas que, na realidade, quem os conhece, no dia-a-dia, sabe que a fachada é só da porta para dentro, que é como quem diz, “as aparências iludem”, e quando se vai a ver, é um fartote de ignorância e impreparação para o que quer que seja.

Havia mesas com comensais oriundos das mais diversas lides do nosso quotidiano, da política à governação. E eis que, entre eles, um “clássico” da política madeirense, com muitos anos disto, a virar frangos e também a ilha toda do avesso, com anos de trabalho na governação que transformou a Madeira velha.

A outro canto da sala, um principiante, avança para o “clássico”, cumprimenta-o e “oferece-lhe” trabalho, de consultor, conselheiro, mentor… Bom! Parece que nem o próprio sabia bem para que queria o “clássico” no seu gabinete.

Foi o bom e o bonito! O “clássico” dos clássicos passou-se dos carretos porque, depois de décadas nos Himalaias da política regional e nacional, por que raio haveria de descer à cave do gabinete de um principiante com manias de “perfeito”?

A desconsideração ao “clássico” acabou em descompostura ao principiante. Que parece não ter aprendido ainda que mais do que “parecer, é preciso ser”. E que, coisa que o Estepilha aprecia muito, quando não se tem, quando não é genuíno, pode-se andar soprados de vaidade, mas falta-nos o fundamental, que é a essência e a humildade. A expressão “Ter falta de chá”! é dirigida alguém que não tem educação ou teria falta dela.

Nada me surpreende, já o conheço a conquistar o poleiro dentro da capoeira desde o primeiro dia em que exigiu a cabeça do líder numa bandeja, um verdadeiro Herodes… Na política podemos parecer o que não somos…

Toma, que é para aprenderes!